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  • Mais de 12.000 medusas deram à nossa costa
    20 dezembro 2017
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  • O que deve fazer, se quiser reportar o avistamento (ou não avistamento) de um organismo gelatinoso?
  • Desde 2016 que o GelAVista, projecto de Ciência Cidadã, anda a investigar quais são os organismos gelatinosos mais abundantes na costa portuguesa. Fiquem a conhecer a equipa por detrás da iniciativa que lhe dá a conhecer os principais resultados dos primeiros dois anos, apresentados agora.

    Desde o começo do GelAVista, em Fevereiro do ano passado, somaram-se 174 observadores a enviar dados de observações à equipa, “alguns deles muito frequentes para a zona de Lisboa e costa algarvia”, indicou a coordenadora deste projecto do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Antonina dos Santos.

    Resultado? 1.080 registos de avistamentos de medusas e de outros ‘gelatinosos’, a maior parte para o ano de 2017 (860). Mas bem maior foi o total de organismos observados nestes avistamentos: “O número de gelatinosos é aproximado, pois contabilizam-se em intervalos de abundância, mas foram assinalados cerca de 7.850 gelatinosos em 2017 e 12.830 desde o início do projecto.”

    É claro que a diferença de números, no ano passado e neste último ano, pode estar relacionada “com o maior número de observadores GelAVista que registamos actualmente, em comparação com o ano passado”, ressalva Antonina dos Santos.

    Uma alforreca à beira-mar

    Entre as principais espécies em Portugal Continental está a Catostylus tagi, que já era considerada a medusa mais comum no litoral continental. Esta foi a mais avistada em 2017 (51% do total), com destaque para a zona de Lisboa.

    A equipa foi todavia surpreendida pela “considerável abundância de Catostylus tagi nas praias algarvias, uma espécie que se considerava limitada aos estuários do Tejo e Sado.”

    O primeiro registo do GelAVista, foi esta Caravela Portuguesa.

    Ainda em 2017, quase um quarto dos avistamentos (24%) foram de Rhizostoma luteum, esta mais registada no Litoral Algarvio. “É uma medusa de grandes dimensões com a campânula a chegar aos 60 centímetros de diâmetro”, indica um folheto de informação sobre as espécies procuradas no âmbito do GelAVista.

    Já a Velella velella, a terceira medusa mais avistada neste último ano (13%), pode “formar agregados densos, cobrindo vastas áreas de areal ou à superfície da água.”

    Quanto à conhecida caravela-portuguesa (Physalia physalis), foi a mais reportada tanto nos Açores (80%) como na Madeira (60%) – mas com menos avistamentos, comparativamente, do que em Portugal Continental. É constituída “por vários indivíduos simbióticos (zoóides), cada um com a sua função específica, que funcionam todos juntos como um único organismo”, descreve o mesmo documento. Muito urticante, “os seus tentáculos podem chegar aos 20 centímetros.”

    Agora é a vossa vez

    O que deve fazer, se quiser reportar o avistamento (ou não avistamento) de um organismo gelatinoso?

    Estas observações são tão importantes no Inverno como no Verão. De acordo com o IPMA, basta enviar informação sobre o avistamento para o email do projecto, plancton@ipma.pt. Neste, deve incluir dados sobre a data, local, número de organismos observados e ainda uma fotografia dos mesmos, sempre que for possível.

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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    Fotos: Pedro Marrecas, Mark Lavita, Tiago Assunção e Mariana Costa

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    Fonte: Wilder  

     

     

Tags
  • Instituto Português do Mar e da Atmosfera
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