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  • Web Summit contra o Petróleo em Portugal
    10 novembro 2017
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  • Os ativistas querem impacto e que as pessoas tenham cada vez 'mais consciência'
  • No dia em que Al Gore, Prémio Nobel da Paz, discursou na Web Summit 2017, sobre alterações climáticas, dezenas de ativistas realizaram uma intervenção pacífica e artística no exterior da Altice Arena, para dizer não à exploração de petróleo e gás em Portugal.

    No último dia da conferência tecnológica Web Summit alguns ativistas faziam tricô e croché para evitar uma subida de 2.º Celsius nas temperaturas globais, valor entendido pela comunidade científica internacional como o ponto de "não retorno para as catástrofes climáticas", revelou a organização da campanha Linha Vermelha, envolvida na intervenção, em comunicado.

    De acordo com a representante do Centro Internacional de Pesquisa Para a Paz, presente nas imediações da Web Summit, Isabel Rosa, a demonstração foi realizada hoje porque durante a conferência tecnológica esteve presente Al Gore e, como tal, o objetivo foi associar o discurso do ecologista com a "não perfuração do petróleo e gás natural na costa portuguesa".

    Os ativistas querem impacto e que as pessoas tenham cada vez "mais consciência" de que estamos num momento de transição, porque "há muita energia solar em Portugal que não é aproveitada", visto que os portugueses não usam "nem um terço" da energia solar, disse a representante à Lusa.

    Isabel Rosa admitiu hoje que os cidadãos não podem explorar tanto a Terra, porque é como se se estivessem a explorar a eles próprios e alertou que "para sobrevivermos neste planeta" temos de transitar para as energias renováveis, tais como a solar, geotérmica, do vento e do mar.

    Em nome das gerações futuras, insistem que os combustíveis fósseis devem permanecer debaixo do chão, visto que "Portugal pode e deve ser um País pioneiro nessa prática e um exemplo para a transição energética", afirmou a responsável num comunicado enviado à Lusa.

    A campanha Linha Vermelha, representada por João Costa, está a desenvolver uma linha vermelha em tricô porque é um material reaproveitável e, com todo o trabalho manual desenvolvido, no fim da campanha, a ideia é "reaproveitar e fazer mantas e cachecóis". O objetivo desta campanha é que os cidadãos percebam o quão "grave" se continuarem a explorar os combustíveis fósseis.

    Com este projeto, João Costa pretende construir, com a ajuda dos seus ativistas, cerca de 52 quilómetros de linha vermelha feita através de trabalho manual.

    Vídeo da manifestação pacífica:

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    Fotografia: Tamera

     

     

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