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  • Vamos salvar as alagoas de Lagoa
    09 novembro 2017
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  • A destruição dos ecossistemas naturais algarvios está a avançar a um ritmo alucinante.
  • A cada dia que passa, mais um bocado do património natural algarvio continua a ser violado.

    Em Lagoa, as coisas não são diferentes. A destruição dos ecossistemas naturais conhecidos como "Alagoas" estão a desaparecer do mapa a uma grande velocidade.

    Esta petição serve para censurar e travar o destino traçado para mais uma área natural na cintura envolvente da área da cidade de Lagoa, que está a ser aterrada para futuro alojamento de mais uma grande superfície retalhista.

    O terreno, nas imediações do parque de exposições da FATACIL, tem-se revelado uma importante zona húmida de invernia para algumas espécies raras de aves, nomeadamente o íbis-preto, conforme atesta a organização ambientalista algarvia Almargem. A zona poderá ser ainda um vestígio das antigas lagoas que deram origem ao nome da localidade, alagando-se parcialmente durante o período de chuvas do inverno.

    Assinar petição aqui ou aqui

    A Câmara defende a legalidade da situação, de acordo com alterações efetuadas em 2008, em sede Plano de Urbanização de Lagoa (PU3). Contudo, o enquadramento legal não justifica o atentado ambiental efetuado, porque estão em causa valores superiores como a conservação de espécies raras no nosso país. Para além do mais, a construção de mais um hipermercado, a acrescentar aos outros cinco que existem dentro e nas imediações da cidade não trarão mais valias económicas nem os empregos anunciados, porque o excesso de oferta esmagará ainda mais o pequeno comércio urbano, bem como levará ao colapso das superfícies maiores.

    "As Alagoas Brancas estão em série risco de se perderem para sempre para dar lugar a um empreendimento privado apesar da sua riqueza e diversidade."

    O Grupo de Defesa das Alagoas Brancas tem tentado o possível e o impossível para parar esta destruição mas as autoridades mantêm-se em silêncio. O grupo ambientalista defende a realização de um estudo detalhado e profundo ao local, já prometido pelo Ministro do Ambiente.

    "Existem vários armazéns, fábricas e terrenos abandonados e já urbanizados na área que poderão e devem ser aproveitados para este empreendimento muito antes de se destruir esta zona húmida de grande riqueza ambiental. Principalmente agora que a Câmara local anunciou um novo Parque Urbano junto às Alagoas mas onde estas não estão incluídas."

    Martin Owen, um dos responsáveis pelo movimento "Salvar as Alagoas Brancas", ainda é um pouco mais incisivo: 

    "Parabéns à Câmara Municipal de Lagoa por assegurar o financiamento e providenciar o plano de actualização dos terrenos da Fatacil e do clube de futebol. A adição de mais árvores à paisagem da cidade é especialmente bem-vinda. No entanto, ao projecto do parque urbano está faltando uma dimensão importante que o elevaria de ser bem-vindo ao maravilhoso. Falta uma área natural. E a ironia é que já existe, ao lado, Alagoas Brancas.

    Se as novas árvores se tornem, nas palavras do presidente, "os pulmões" de Lagoa, o que se tornará com as Alagoas, "o coração e a alma" da cidade? O coração porque é o lugar onde os elementos da água e da terra se unem para produzir uma abundância de vida selvagem e a alma porque é a fonte da herança de Lagoa.

    Se a Fatacil e Alagoas Brancas, como reserva natural, fossem unidas, cada um complementaria o outro. Tudo se torna maior que a soma de suas partes. Este maior "parque ecológico" seria verdadeiramente a jóia da coroa do município.

    É bom sonhar, mas é ainda melhor tornar os sonhos em realidade. Como as Alagoas Brancas podem ser salvas do desenvolvimento comercial? De quem é a responsabilidade de salvaguardar a herança de Lagoa? Há muita sabedoria no ditado: "Se você não faz parte da solução, então você é parte do problema". Por conseguinte, cabe aos habitantes da Lagoa e, por extensão, à Câmara Municipal, servidores do povo, unirem-se e dizer: "Não permitiremos que este crime ambiental seja cometido na nossa cidade". Além do aspecto moral, um crime seria, de facto, destruir esse precioso ecossistema, contrariando leis consagradas nas nossas constituições nacionais e europeias.

    Falando em soluções, estas podem ser encontradas em lugares improváveis. Durante o debate presidencial da Junta de Freguesia, um dos candidatos mencionou que as grandes corporações deveriam ser encorajadas a dar algo às comunidades locais onde estão a lucrar. Seguindo esta linha de raciocínio, uma solução seria propor que os empreendedores oferecem-se as Alagoas Brancas à comunidade e se juntassem à empresa construtora do parque urbano como parceiros da Câmara Municipal.

    Desta forma, eles poderiam melhorar a sua imagem pública e os seus lucros, que vão de mãos dadas."

    Vamos ajudar!

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    Fotografias: Lars e Carl

     

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