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  • Saca irá dar wildcard para o CT a Vasco Ribeiro
    08 setembro 2017
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  • Tiago Pires pode vir a conquistar o seu primeiro título da Liga nacional de Surf, para a semana, em Cascais!
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    Tiago Pires pode conquistar o seu primeiro título da Liga nacional no Bom Petisco Cascais Pro (14 a 16 de setembro) e, com ele, o convite para o Mundial de Peniche em outubro. Mas se tal acontecer, promete corrigir "uma injustiça"

    É este o ano em que o Tiago Pires vai sagrar-se campeão nacional? Afinal, parece estranho para quem não conheça a sua carreira em detalhe, mas por ter estado sempre envolvido em circuitos internacionais, nunca conquistou o Nacional...

    Já acreditei mais do que acredito neste momento. Ganhei a primeira prova [Ericeira] mas tenho vindo a classificar-me progressivamente pior em cada etapa. Não estava à espera deste volte--face, mas não tenho tido tanto tempo de treino como estava à espera e isso traduz-se nos resultados. Tive pena de não ter conseguido melhor na etapa da Figueira, mas tivemos uma grande greve de ondas. Depois, na Praia Grande e no Porto nunca achei que iria fazer grandes resultados, embora tenha sido terceiro no Porto. A etapa de Cascais será no Guincho, que não é onda onde treine muito, e vou encarar surfistas que chegam com muito ritmo de etapas do QS, enquanto eu estou fora de ritmo; tive quatro semanas de férias com a família e, logo, estou num patamar muito diferente da concorrência. Mas no surf, e no desporto, tudo é possível. Seja como for, penso que o Vasco [Ribeiro] não precisará de muito para fechar a porta a toda a gente. O Vasco vai ser candidato difícil de abater.

    Na conferência de imprensa de lançamento da Liga, não adiantou grande coisa quanto às expectativas do título. Esperava no início da temporada estar a discutir o título nacional? Foi a Ericeira que reacendeu a "chama"?

    Sim, depois da Ericeira e do Porto, achei que podia discutir o título. Não estava a fazer bluff quando disse que não tinha grandes expectativas, na medida em que a competição deixou de ser a minha prioridade desde 2015 ou 2016. Às vezes, até estou condicionado a certos compromissos de trabalho durante as provas da Liga e, nessa ótica, não quis comprometer-me a cem por cento. Vou competindo e depois deixo que a motivação pessoal tome conta. Mas, depois, na etapa da Praia Grande, perder no segundo round deu um golpe na motivação. Movimento-me muito pela "pica competitiva" que possa ter e acabei por sofrer um pouco por isso. Faço-me valer muito da minha experiência, mas a forma com que nos apresentamos decide muita coisa e não tenho tido a oportunidade de treinar como deveria para ter mais expectativas.

    Este ano, esteve numa situação única: competir na Liga enquanto orientava o Vasco Ribeiro. Logo, competiu algumas vezes com o seu "pupilo". Se ganhar a Liga vai ceder-lhe o wildcard para o Mundial de Peniche?

    Sim, totalmente. Se, apesar de tudo, acabar por ganhar o Nacional cedo o wildcard para Peniche ao Vasco. Neste momento da carreira, ele tem muito mais a beneficiar com isso do que eu. E como agente e mentor, penso que é muito mais importante para ele. E penso que, realmente, enquanto surfista português que alcançou o terceiro lugar o ano passado, deveria ser dele esse lugar. Sei que este convite dá prestígio à Liga, mas concordaria mais com esse prémio se estivessem disponíveis dois lugares, sendo um deles para o Vasco, pois mais ninguém tem o percurso do Vasco nessa prova. Só concebia entrar se se garantisse o lugar para o Vasco, pois acho que está a cometer-se uma injustiça para com ele.

    Enquanto mentor do Vasco Ribeiro e alguém que conhece bem o surf profissional e o circuito mundial, o que é que falta ao Vasco para estar no World Tour?

    Falta acreditar. Ele ainda carece um pouco dessa força interior que temos e que tem de acompanhar qualquer atleta de excelência. Ele tem um talento fora do comum e quando a cabeça está no sítio isso transparece facilmente, mas quando a cabeça não está lá... não se vê tão facilmente.

    O Tiago Pires esteve várias vezes na situação de "bater na trave" para entrar no WCT, ficando muito perto da qualificação durante oito anos. Essa experiência ajuda, agora que está a trabalhar com o Vasco? Passa-lhe essas duras lições?

    Sim, é a principal pasta que tenho nas mãos. É a coisa mais complicada de todas, que não é palpável e que vai fazendo mossa. Vai oscilando e não é palpável. Tem de se acreditar e acreditar em si mesmo, acima de tudo. É um trabalho muito específico, delicado. Temos de estar muito abertos e recetivos e é uma das grandes vertentes do nosso trabalho: desenvolver a resiliência e força mentais porque talento o Vasco tem de sobra.

    Falando do outro português no World Tour, surpreende-o a carreira que o Frederico Morais está a fazer no Mundial?

    Tem-me surpreendido bastante, desde a qualificação até à prestação que tem tido como rookie do circuito. Conheço os seus atributos técnicos, mas o que não se vê é que é o ponto mais forte do Kikas, é o competidor em que se tornou, psicologicamente muito forte. Existe muito trabalho ali e está a recompensá-lo. A maneira como se qualificou, no Havai, a parte mais exigente do QS, surpreendeu-me bastante. E depois a maneira como tem abordado o circuito. O primeiro ano não é fácil. Eu sei porque também não foi fácil para mim e ele também sabe que não é fácil, mesmo depois de uma final como a que ele conseguiu [em Jeffrey"s Bay, na África do Sul], logo a seguir podes ficar em último. Mas, provavelmente, já garantiu o lugar para o ano e isso ajuda, pois vai poder competir com menos pressão. Ainda tem de trabalhar para superar algumas lacunas técnicas, nomeadamente em algumas esquerdas do circuito, mas tem uma excelente carreira pela frente.

    Acha que o Vasco se vai adaptar igualmente bem? Quais as diferenças entre eles?

    Acho que o Vasco é um pouco mais criativo e tem mais variedade de manobras, mas são muito equivalentes em termos de talento. O que vai ditar as regras do jogo é, mais uma vez, essa palavra: acreditar.

    Voltando ao nosso campeonato, que balanço faz desta Liga Meo? É, de facto, um dos melhores nacionais do mundo?

    Sim, sem dúvida alguma. Fico aberto a sugestões de quem conheça outros circuitos nacionais tão fortes. É claro que há países mais preocupados com o circuito mundial, onde têm mais atletas, mas o trabalho da Liga é um bom início, uma boa entrada e um excelente termo de comparação para medirmos força em Portugal e lançar talentos para o mundo.

    E para o ano, veremos novamente o Tiago Pires na Liga?

    Nunca se sabe, mas vamos ver. Enquanto me der prazer, vou aparecendo.

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    Fotografia: Luís Niza/ANSurfistas Fonte: DN

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