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  • 'Praia Acessível' uma treta!
    08 setembro 2017
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  • 'O meu nome é Marta Guimarães Canário, tenho 41 anos, sou paraplégica há 26 e uma mulher ativa.' e depois vem mais...
  • Consultem aqui as previsões de ondas para os próximos dias!

    Há uma "carta aberta" de uma veraneante paraplégica que está a ficar viral. Nela podemos ver críticas que afectam o normal quotidiano de uma pessoa com deficiência que se queira deslocar à praia. Fiquem com a mesma:

    "O meu nome é Marta Guimarães Canário, tenho 41 anos, sou paraplégica há 26 e uma mulher ativa.

    Gosto de viver a vida com tranquilidade porque a ideia é estar cá por muitos anos.

    E não perco um dia de praia. Se há sol e calor, estou debaixo de uma palhota da praia ou, mais vezes do que devia, ao lado dela, a derreter ao sol. Depois, quando já não aguento mais, venha de lá mais um mergulho no mar.

    E o mundo seria um lugar justo se esta parte da vida fosse assim tão simples. Mas não é.

    Porque praias acessíveis para pessoas que, como eu, têm mobilidade reduzida, há algumas, é certo, mas poucas – ou nenhumas – são acessíveis na sua totalidade.

    A minha última experiência é muito recente.

    Como todos os anos, chegado o verão, rumo ao sul para uns dias de férias em família em busca das águas quentes e calmas do Algarve.

    Consultada a lista oficial de praias acessíveis do sul do país, percebi que Vilamoura tinha sido distinguida como Praia Mais Acessível. Uma boa escolha, certo? Sim e não. E “sim” e “não” pelas mesmas razões. Confusos? Eu explico.

    A praia tem estacionamento prioritário, passadiço de madeira até à zona dos chapéus reservados, casa de banho adaptada no bar, carro anfíbio para nos levar ao mar, Nadadores Salvadores para nos ajudarem. Mas, depois, o estacionamento tem uma rampa tosca para o passeio, os chapéus destinados para nós são apenas três, estão longe do mar e são demasiado baixos para quem está sentado, a casa de banho é aberta ao público e juntamente com o fraldário, o carro anfíbio está estragado devido ao uso e fraca manutenção, e os Nadadores Salvadores têm ordens superiores para nos levarem ao mar apenas até às 11h30, e depois das 13h30. Ou seja, à hora de maior calor, não há mergulhos para ninguém.

    Foi este o cenário com que me deparei este ano e que já tinha sido registado por mim no ano passado.

    É certo que, no meio disto, salvam-me as pessoas fantásticas que tentam minimizar os efeitos desta falta de – para ser simpática – cuidado. E foi graças a elas que as férias foram fantásticas. Porque se dependesse do Estado para garantir a minha dignidade numa simples ida à praia, bem podia esperar sentada. Debaixo de um chapéu-de-sol, toda torta, a morrer de calor, e rezando para que chegasse a hora definida por quem manda no nosso país para poder refrescar-me nas águas daquele mar maravilhoso e pelo qual sonho o ano inteiro."

    Mais infos aqui. Ajudem a divulgar esta mensagem!

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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    Fonte: Delas.pt

Tags
  • Defeciência
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  • Acessibilidade
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  • Marta Guimarães Canário
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