Homepage

  • Cuidados a ter com águas-vivas
    04 julho 2017
    arrow
    arrow
  • Os tentáculos destes animais, que podem atingir os 30 metros, possuem estruturas venenosas
  • Face ao elevado número de águas-vivas e caravelas-portuguesas registado este ano em zonas balneares e até nos arquipélagos, a Direção Regional dos Assuntos do Mar e a Autoridade Marítima alertam os banhistas para os cuidados a ter com estes animais marinhos.

    As águas-vivas, também conhecidas por medusas ou alforrecas, e as caravelas-portuguesas (Physalia physalis), frequentes no mar e em zonas costeiras dos Açores, incluindo areais, sobretudo durante a Primavera e o Verão, possuem tentáculos urticantes que em contacto com a pele podem, potencialmente, causar irritações e ferimentos mais ou menos graves.

    Segundo a Direção Regional dos Assuntos do Mar, é importante evitar, sobretudo, o contacto com as caravelas-portuguesas, organismos coloniais que vivem à superfície do mar, graças ao seu flutuador, azul-arroxeado, cheio de gás.

    Os tentáculos destes animais, que podem atingir os 30 metros, possuem estruturas venenosas que largam um potente veneno quando entram em contacto com outros organismos, sendo que este veneno causa na vítima uma forte reação cutânea aliada a uma dor intensa.

    A água-viva, por outro lado, em contacto com a pele, provoca uma sensação de choque, sendo que os sintomas posteriores são dor forte e sensação de queimadura (calor/ardor), irritação, vermelhidão, inchaço e comichão.

    Caso tenha contacto com águas-vivas ou caravelas, não esfregue ou coce a zona atingida para não espalhar o veneno, não use água doce, álcool ou amónia, nem coloque ligaduras, e lave cuidadosamente a zona afetada com água do mar, retire os tentáculos da caravela, utilizando, se possível, luvas, uma pinça de plástico e água do mar e procure assistência médica o mais rapidamente possível.

    Algumas pessoas são especialmente sensíveis ao veneno das águas-vivas e podem ter reações alérgicas graves, nomeadamente falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios, devendo, por isso, ser encaminhadas de imediato para o serviço de urgência.

    Nas praias vigiadas os nadadores salvadores afixam bandeiras quando existem avistamentos e/ou queixas de picadas por águas-vivas, sendo que quando se registam caravelas portuguesas o banho de mar é desaconselhado.

    Por iniciativa do Governo dos Açores, em parceria com o Comando da Zona Marítima dos Açores e o Departamento Marítimo dos Açores, foi realizado, em 2015, o concurso “Alerta Águas Vivas” dirigido a alunos das escolas da Região que permitiu a criação desta sinalética para alertar os banhistas para a existência de águas-vivas nas zonas balneares.

    Fotografia: inaturalist.org

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, podes usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

    Visita a nossa Loja Online, encontras tudo o que precisas para elevar o teu nível de surf!

    Segue o Beachcam.pt no Instagram

Tags
  • Alforreca
  • Águas vivas
  • medusas
  • caravela portuguesa
  • Cuidados a ter
  • alerta
  • Autoridade Marítima Nacional
  • tentáculos
  • veneno
pub
similar News
similar
abril 09
Ainda há quem continue a surfar, apesar do surf estar interdito
abril 09
Himalaias já são visíveis da Índia devido à queda da poluição do ar
abril 08
Peças de Lego podem resistir até 1300 anos no mar
abril 09
Requalificação da Estrada da Meia Praia vai avançar
abril 09
Chuva dá tréguas na Páscoa
abril 09
Temperaturas de março entre as mais altas desde que há registo do mês
abril 09
Polícia investiga estrela australiana que furou quarentena para surfar
pub