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  • Maya Gabeira e o machismo nas ondas grandes
    18 abril 2017
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  • Aos 30 anos, Maya já ganhou cinco vezes o troféu de melhor performance feminina no XXL Big Wave Awards...
  • Fica a conhecer aqui a previsão de ondas para esta semana!

    A brasileira Maya Gabeira, surfista de ondas gigantes, é uma das mais premiadas do mundo.

    Aos 30 anos, já ganhou cinco vezes o troféu de melhor performance feminina no XXL Big Wave Awards, o prémio mais importante da categoria. Ao longo da sua carreira, sofreu dois graves acidentes, cujas experiências partilhou no evento Elas por Elas, no Rio. Ambas foram ocasiões que expuseram a predominância dos homens no desporto e os obstáculos que as mulheres precisam de enfrentar para se afirmarem em ambientes tradicionalmente masculinos.

    O primeiro aconteceu em 2011, no Taiti. Ao cair da prancha durante uma manobra, Maya foi atingida por uma série de ondas e acabou a ser resgatada semiconsciente pela equipa de apoio. O acidente foi transmitido pela televisão com repercussão mundial. No dia seguinte, o 11x campeão do mundo Kelly Slater, considerado o papa do surf, deu uma entrevista afirmando que Maya não podia estar a surfar ali, pois poderia ter morrido. Ela passou a treinar mergulho livre no mar para conseguir ficar mais tempo debaixo de água.

    Dois anos depois, junto com uma equipe de brasileiros, Maya aceitou o desafio de surfar a maior onda do mundo.

    Com 25 metros de altura, a Nazaré, Portugal foi o seu palco de eleição. O seu projeto era claro: bater o recorde mundial feminino. Na primeira tentativa, no entanto, sofreu um novo acidente, que também foi registado ao vivo pelas redes de televisão. Após a queda, Maya perdeu o colete salva-vidas, partiu o tornozelo e foi resgatada inconsciente por um jet-ski. Na areia da praia foi reanimada por socorristas e em seguida levada ao hospital, onde acabou nas urgências.

    As imagens rodaram o mundo.

    No dia seguinte, o americano Laird Hamilton, campeão mundial de ondas gigantes, deu uma entrevista a dizer que aquele ambiente era arriscado demais para uma mulher, e ela não poderia estar ali. “Eu já vi vários homens quase a afogarem-se e a serem tratados como heróis. Então fiquei muito impressionada com essas experiências. O surf é chamado de ‘sport of the kings’ e talvez as pessoas acreditem que não caiba uma ‘queen’ ali. Mas todas essas críticas me ajudaram a amadurecer e a evoluir mais”, disse Maya.

    Força Maya, continua assim: Humilde, Forte e Genuína!

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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    Fonte: GLOBO Fotografia: Maya Gabeira

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