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  • Polis volta a gerar discórdia no SW Alentejano
    19 maio 2016
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  • Não é dos dias de hoje que o projecto Polis Litoral Sudoeste tem gerado contestações pelo Alentejo fora...
  • Não é dos dias de hoje que o projecto Polis Litoral Sudoeste tem gerado contestações pelo Alentejo fora, inclusive com algumas provas concretas de intervenções deste mesmo projecto a não serem as mais "correctas" e "transparentes".

    Um novo caso parece estar a levantar o interesse dos pescadores, moradores, amantes da natureza e claro, dos turistas... 

    O texto é de Fernando Encarnação para o blog Oceanus Atlanticus, de onde pertencem também as fotografias do artigo.

    "Contado não iria acreditar, mas desloquei-me ao local e infelizmente constatei a colocação de sinalética de transito no caminho vicinal nº1 da Rede Viária do Município de Odemira, circulação proibida (veículos motorizados ou não) Exceto veículos de entidades autorizadas e acesso a moradores e proprietários, duvido da legitimidade de encerramento à circulação nestes 6 km entre o Farol do Cabo Sardão e o areal da praia do Tonel, pois estamos a falar num caminho vicinal. 

    Em primeiro lugar temos de apurar o motivo de encerramento deste local? Pessoas de mobilidade reduzida ou condicionada não podem efectuar um passeio neste troço de carro, registos fotográficos, um passeio com o meu filho para lhe mostrar onde o pai vai à pesca, ir à pesca ou caça submarina, etc, só me é permitido a pé? Em 6 km? Acho que o Polis começam a mexer com a liberdade das pessoas.

    Os pescadores lúdicos também praticam e frequentam parte deste troço da linha de costa, visto que mais de metade deste troço se encontra em plena zona marinha de Protecção Parcial tipo I (PP I), nas falésias do Cabo Sardão numa distancia de 4500 metros de costa para sul, onde não se pode pescar, agora também não se pode circular com veículos (motorizados ou não), mais um condicionamento para acabar com mais 3500 metros de costa. Agora para irmos à pesca nesta zona (fora da PP I) teremos de fazermos um km ou mais, com material de pesca/equipamento de caça submarina as costas para efectuarmos a descida de uma falésia e irmos à pesca. Associado a isto desafio os mentores que decidiram a colocação desta sinalética a me acompanhar numa jornada para ter a noção do que falo.

    São 6 km de caminho vicinal condicionado junto à linha de costa desde o Cabo Sardão até ao areal da praia do Tonel, de norte para sul o primeiro sinal esta colocado próximo do campo de futebol do Cavaleiro, depois num outro acesso transversal a dois terços deste percurso surge a colocação de mais dois sinais a condicionar a circulação no sentido norte e sul desse local, mais a sul, próximo da praia do Tonel, surgem mais dois sinais a condicionar o sentido sul norte e norte areal do tonel.

    Recordo que nesta temática, não fomos nós, pescadores lúdicos apeados ou caçadores submarinos que destruímos ou colocamos em risco o ambiente, a biodiversidade da paisagem, a parte cénica neste território em particular, os sargos em risco de extinção, não derrubamos falésias, "pisoteamos" as dunas, abrimos novos caminhos, contaminamos o solo e a agua com a nossa actividade.

    A pesca neste território existe à centenas de anos, não é uma actividade nova que se esta a implementar e é principalmente efectuada por gente da terra que sempre o fez e que sente algum desconforto com medidas destas.

    A sul da Zambujeira do Mar encontram-se estas duas estruturas. 

    O que pretendem concretamente com intervenções deste tipo, um miradouro da linha do horizonte...

    Um ponto bastante negativo observado no local, sinais de vandalismo, corte de cordas e grafites.  

    Mais a sul, próximo da praia do Carvalhal existe um pequeno areal praia do Alvoreão, que tinha apenas este único acesso, com uma área ampla onde se podia deixar o carro afastado da falésia, o ICNF decidiu colocar ai uma estrutura em plástico reciclado para supostamente cortar o acesso as viaturas.

    Para finalizar não me parece que seja assim que se deva tratar quem usufrui de um espaço, a politica de condicionar e proibir começa a ser demais para os mesmos do costume, alguns residentes, aqueles que pegam nas canas e vão pescar para as rochas..."

    Mais desenvolvimentos brevemente...

    Programa Polis Litoral Sudoeste deixa surf de fora

     

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