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  • Tomás Fernandes 'desafia' Tiago Pires para final na Ericeira
    19 maio 2016
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  • Surfistas da Ericeira revelam a ligação especial que têm com aquela onda e o que esta significa para a sua carreira.
  • É já esta sexta-feira que começa a primeira etapa da Liga Moche 2016, o Allianz Ericeira Pro by Dakine. Entre os dias 18 e 20 de Março, Ribeira D’Ilhas volta a receber os melhores surfistas nacionais que vão assim dar início à luta pelos títulos máximos do Surf em Portugal: campeões nacionais masculino e feminino.

    Teaser da Liga Moche 2016

    Contudo, neste grupo de surfistas, dois deles podem partir com uma ligeira vantagem, ou não tivessem feito grande parte do seu desenvolvimento enquanto surfistas na famosa onda da Ericeira. É também por isto que são a cara do cartaz de apresentação deste campeonato.

    Em entrevista, Tiago Pires, 36 anos, que venceu dois campeonatos do circuito mundial de qualificação nesta praia e vice-campeão nacional em 2015, e Tomás Fernandes, 20 anos, que ali conseguiu ficar em 3º lugar no campeonato mundial júnior e foi 9º classificado na Liga Moche 2015, revelam a ligação especial que têm com aquela onda e o que esta significa para a sua carreira.

    Quando foi primeira vez que surfaste Ribeira D'Ilhas?

    Tiago Pires (TP) - Não me lembro bem mas deve ter sido por volta de 1990. Naquela altura, Ribeira D’Ilhas era para mim uma onda de sonho. Comecei a surfar em São Lourenço mas Ribeira D’Ilhas correspondia àquela imagem de sonho de uma onda muito comprida e perfeita. Tenho uma relação muito próxima com a onda, não só porque é das que melhor conheço como também por ser aquela onde ganhei mais campeonatos. Posso mesmo dizer que a minha linha de surf foi moldada pela onda de Ribeira D’Ilhas.

    Tomás Fernandes (TF) - No meu segundo dia de surf com apenas 8 anos e fiquei logo viciado. A praia de Ribeira D’ Ilhas não é apenas onde cresci, mas também onde passei os melhores momentos da minha vida e onde, até agora, tirei os melhores resultados da minha carreira.

    Que tipo de onda é a de Ribeira D'Ilhas?

    TP - É um pointbreak. É bastante longa e quebra num fundo de rochas arredondadas, o que a torna numa onda simpática. Não é buracosa nem tem secções difíceis. É aquilo a que chamamos uma onda mole mas que ao mesmo tempo é boa porque permite fazer manobras de alta performance.

     TF - É uma onda que começa um pouco mole mas ganha força nas seções mais perto da praia (“inside”) e onde permite arriscar manobras de maior grau de dificuldade.


    Como se ganha um campeonato em Ribeira D'Ilhas?

    TP - A leitura e escolha das ondas é fundamental em Ribeira D’Ilhas. Há ondas que encaixam perfeitamente na bancada e outras que não entram tão bem e por isso não proporcionam tantas manobras. Depois, é tentar surfar a onda do início ao fim da mesma maneira. Ribeira D’Ilhas pede uma linha especial que, por vezes, até te obriga a “saltar” manobras, o que no fim de contas até poderá ser benéfico porque os juízes também avaliam a leitura que se faz das ondas.

    TF - Conjugando vários fatores. No meu caso [N.R:Tomás ganhou a etapa da Liga Moche de Ribeira D’Ilhas em 2013], diria que foi ter a prancha certa, estar em forma, saber escolher as ondas que ligam com o “inside”, ter o apoio do público, amigos e família e, por último, quer queiramos quer não, ter aquela pontinha de sorte.

    Que avaliação fazes do surf do Tomás Fernandes/Tiago Pires? E do surf dele especificamente em Ribeira D'Ilhas?

    TP - À semelhança do que se passou comigo, o Tomás cresceu a surfar Ribeira. Por isso, sabe ler muito bem a onda e escolher a velocidade certa para a surfar. Isto é muito importante porque há surfistas que não sabem a que velocidade devem surfar ali e, parecendo que não, saber a velocidade certa muda as coisas a teu favor.

    TF - Bem, perguntares o que eu acho do surf do melhor surfista português é uma “Não pergunta”. Foi o único a chegar à elite do Surf mundial e está tudo dito. Sobre o surf dele em Ribeira d’Ilhas, diria que ele é melhor em ondas mais pesadas e tubos...mas depois lembro-me que ele já ganhou dois campeonatos mundiais de qualificação em Ribeira e que, tal como eu, surfa cá desde pequeno. Mas como é mais velhinho tem mais anos de experiência acumulados…(risos).

    O que esperas do Tomás Fernandes/Tiago Pires nesta etapa?

    TP - Espero que o Tomás se dê bem e consiga um bom resultado. Se nos encontrarmos, vai de certeza ser um confronto engraçado.

    TF - No último heat em estivemos juntos, eu ganhei, por isso, o Tiago deve querer vingar-se…(risos). Agora a sério, o meu objetivo é ganhar. Gostava que cada um de nós fizesse o seu percurso no campeonato e que a final fosse um contra o outro. Seria o encontro de dois surfistas da terra, que aqui cresceram e evoluíram. Mas o Tiago que esteja atento pois temos muito bons surfistas em prova que querem estragar-nos esse gostinho (risos).

    Fotografias: WSL

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  • liga moche 2016
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