Homepage

  • Mais de 90% do lixo marinho das praias é plástico
    15 setembro 2016
    arrow
    arrow
powered by
  • Meo
  • Mercedes
  • Buondi
Segue-nos nas redes
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Os investigadores alertam para os "impactos estéticos, económicos e sociais" do lixo marinho.
  • Se dúvidas existissem em relação à ameaça que o plástico é para o meio-ambiente, esta é só mais uma prova desse mesmo cenário. Cerca de 90 por cento do lixo marinho encontrado nas praias portuguesas é plástico. E quase todo mais pequeno do que uma tampa de garrafa, o que dificulta a sua identificação para posterior remoção.

    Quem o garante é a investigadora Paula Sobral do MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, em declarações à Agência Lusa a propósito da I Conferência Portuguesa sobre lixo marinho, promovida pela Associação Portuguesa de Lixo Marinho (APLM) e pelo MARE, que decorrerá entre quinta e sábado, na Faculdade de Ciências de Lisboa.

    "A quantidade que existe de lixo de pequenas dimensões é muitíssima, porque resulta em grande parte da fragmentação dos objetos maiores que andam na água há muito tempo e vão ficando quebradiços", transformando-se em "incontáveis partículas" de dimensões muito reduzidas e "muito difíceis de remover”.

    O lixo marinho consiste numa "ampla variedade de materiais", como plástico, metal, madeira, borracha, vidro, têxteis e papel, e constitui uma "ameaça de dimensões globais, com efeitos negativos em inúmeras espécies de peixes, mamíferos marinhos, aves e tartarugas". Mas a maior prevalência é o plástico, porque é uma matéria que se degrada "muito lentamente e dura muito tempo no oceano", explicou Paula Sobral.

    Os investigadores alertam para os "impactos estéticos, económicos e sociais" do lixo marinho, uma vez que, por ação das correntes marítimas, ondas, ventos e águas da chuva, pode viajar grandes distâncias. "Ninguém quer estar numa praia que esteja suja", disse Paula Sobral, observando que "os municípios costeiros gastam milhões de euros a limpar as praias, sobretudo na época balnear".

    "Há aves marinhas que acabam por morrer com o estômago cheio de pedaços de plástico, mas também com isqueiros, escovas de dentes e outras coisas", elucidou. Segundo Paula Sobral, "a maioria do lixo que circula no oceano provém das atividades que são desenvolvidas em terra, sendo transportado pelos rios" até ao mar.

    O lixo marinho tem uma distribuição global no ambiente, sendo que, em termos de proporção, 15% é encontrado nas praias e nas zonas costeiras, 15% à superfície e na coluna de água, e os restantes 70% estão longe da vista, no fundo do mar. O tempo de degradação do lixo marinho é variável, sendo muito elevado no caso do plástico ou do vidro.

    “É um problema que nos afeta a todos e é um problema para o qual todos já contribuímos de alguma maneira e que só unindo esforços e sentando-nos à mesma mesa, criando parcerias em torno do mesmo objetivo, é que será possível contrariar esta tendência e eventualmente reduzir o problema do lixo marinho", sublinhou.

    O primeiro passo para que esta parceria possa acontecer será dado no final da conferência, com a leitura de uma carta de compromisso para reduzir os impactos do lixo marinho, avançou Paula Sobral.

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

    Segue o Beachcam.pt no Instagram

Tags
  • Lixo Marinho
  • Praias
  • Plástico
pub
similar News
similar
janeiro 17
Comunidade do longboard ajuda os animais vítimas dos fogos na Austrália
janeiro 17
Agitação marítima arrasta duas pessoas na Califórnia (Vídeo)
janeiro 17
Nestlé investe 1,86 mil milhões de euros na reciclagem de plásticos
janeiro 17
Os jovens são fundamentais para a defesa dos oceanos
janeiro 10
Interferência no Canhão? João de Macedo e Everaldo Pato mostram o contrário
janeiro 16
Projeto da 'praia' ecológica no Tejo deverá ser conhecido este ano
janeiro 12
Lisboa terá uma 'praia' em pleno rio Tejo