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  • Refugiada venceu o mar e estreou-se nos Jogos
    08 agosto 2016
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  • Fotografia
    ACNUR | Miguel Pachioni
  • Fonte
    Redação
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  • Nadadora síria teve de puxar a nado um barco com 20 tripulantes onde estava a família, durante a travessia entre a Turquia e a Grécia, depois de este quase se ter afundado.
  • Yusra Mardini tem 18 anos e é um dos nomes do momento nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro’2016. Faz parte da já célebre seleção composta por refugiados e não foi pelo seu resultado que atingiu o mediatismo. É que esta jovem síria cumpriu o sonho de competir nas Olimpíadas, depois de ter nadado mais de três horas no mediterrâneo, enquanto lutava pela sua sobrevivência e dos seus.

    A história foi trazida a público pela UNHCR ACNUR, agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para os refugiados. Yusra seguia numa embarcação com cerca de 20 pessoas da sua família quando o barco encalhou na costa da Turquia. Muitas das pessoas não sabiam nada e o barco estava quase a afundar-se.

    Foi então que Yusra fez uso às suas credenciais de nadadora e, juntamente com a sua irmã, puxou o barco a nado até chegarem são e salvos à Grécia. Durante esta aventura, a nadadora síria perdeu um sapato. Contudo, salvou a vida a dezenas de pessoas que, como ela, procuravam fugir à Guerra Civil que tem trucidado milhares de sírios.

    “Teria sido vergonhoso se as pessoas no barco se tivessem afogado”, referiu a nadadora olímpica, que em 2012 representou a Síria no Mundial de piscina curta. Valeu a Yusra Mardini, atualmente refugiada na Alemanha, e a todos os outros tripulantes, a sua experiência na água. Filha de um técnico de natação, foi logo aos 3 anos que começou a praticar a modalidade.

    Foi, por isso, natural que no final da sua prova de 100 metros Mariposa, onde foi fortemente aplaudida pelo público, tenha festejado efusivamente. O seu 41.º posto nas eliminatórias esteve longe de lhe garantir uma vaga nas meias-finais da categoria. Mas a participação nestes Olimpíadas, depois de tudo o que passou para sobreviver, foi a sua maior vitória e vale bem mais que o ouro.

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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  • Rio de Janeiro'2016
  • Jogos Olímpicos
  • Refugiados
  • Fotografia
    ACNUR | Miguel Pachioni
  • Fonte
    Redação
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