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  • Carol Henrique em entrevista
    19 agosto 2016
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    ANS | Pedro Mestre
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  • Um dia após o primeiro grande título alcançado por Carol, que tem nos genes o talento do irmão Pedro Henrique, fomos falar com a nova campeã nacional.
  • Carol Henrique acaba de se sagrar campeã nacional de 2016. O título foi conseguido de forma antecipada, após o triunfo na Miss Sumol Cup, em Ílhavo. Foi a quarta vitória consecutiva para a surfista luso-brasileira no circuito nacional e o corolário de uma semana inesquecível, que havia começado com o vice-título mundial ISA por equipas que Portugal alcançou na Costa Rica.

    Um dia após o primeiro grande título alcançado por Carol, que tem nos genes o talento do irmão Pedro Henrique, fomos falar com a nova campeã nacional. O título, a excelente prestação no Mundial ISA, a mudança para Portugal e o nível do surf feminino nacional foram alguns dos temas abordados. Carol Henrique em discurso direto.

    Beachcam: No início da temporada acreditavas que num ano irias conseguir estrear-te a vencer, alcançar quatro triunfos em etapas e ainda sagrares-te campeã por antecipação? Foi um ano perfeito, não?

    Carol Henrique: Este ano o meu principal foco era o circuito nacional. Ser campeã nacional era algo que já tinha colocado na cabeça há algum tempo. Certamente que não pensei que ia acontecer desta forma, ganhando quatro etapas e ser campeã antecipadamente. Foi um sonho tornado realidade. Mas eu estive a treinar muito, porque queria ganhar uma etapa na Liga Moche. É um campeonato incrível e as meninas estão a surfar muito. Então, o meu foco era em vencer, vencer. Na primeira etapa na Caparica foi uma porta que se abriu. Vi que podia vencer o título e depois foi com 100 por cento para todas as etapas. Não podia estar mais feliz com este título.

    B: Olhando para trás quando foi o momento em que sentiste o click e percebeste que podias ser campeã?

    CH: Tinha treinado muito para essa etapa – estive lá uma semana seguida a treinar no pico do campeonato - e em conversa com o meu treinador, o Rodrigo Sousa, disse-lhe: “Eu quero muito vencer esta etapa. Sei que posso fazê-lo e por isso vou dar tudo. Vou a 100 por cento porque não quero sair daqui com a sensação de que podia ter feito algo mais”. Fui competir em todas as baterias como se fossem as últimas. Meti na cabeça que ia vencer e tive de mostrar o quanto queria vencer, a mim e aos juízes. Foi o resultado de todo um trabalho com o Rodrigo, com o João Moisés, que é o meu preparador físico, com o meu irmão que me ajuda muito, inclusive emprestou-me a prancha com que venci a etapa. Foi isso tudo que me fez vencer.

    B: Vens da Costa Rica, onde Portugal foi vice-campeão mundial. Conta-nos um pouco desse espírito de equipa de que tanto se falou e que ajudou Portugal a mais um grande resultado?

    CH: Foi um campeonato incrível. Mostrámos muito que queríamos vencer, não só de uma forma individual, mas também coletiva. Todos eram importantes para o grupo, não existiam surfistas melhores e piores. Estávamos muito unidos e essa união fez a diferença. Tínhamos seleções rivais com nomes incríveis, atletas consagrados na Europa e no Mundo. Mas nós sabíamos qual era o nosso propósito e o nosso valor. Mesmo sem uma presença nas finais das medalhas conseguimos ser vice-campeões mundiais, e isso diz bem da nossa união. Trouxe esse espírito para Portugal e vim direta para o campeonato em Ílhavo. Vinha com a cabeça feita do vice-título mundial e só pensei em dar o meu melhor, sem pensar em pontos. Só queria ser campeã e estou muito feliz por isso.

    B: O que pensas que faltou para no dia final chegarmos ao Ouro?

    CH: Não foi o nosso dia. Vínhamos a liderar há já alguns dias e no último dia as ondas estavam difíceis e não nos conseguimos encaixar com o mar. Esperámos muito pelas ondas e talvez não fosse o momento de esperar, e quando tínhamos que esperar não esperámos. Não conseguíamos surfar, nenhum apanhou uma onda boa. O principal fator que fez a diferença naquele dia foi a escolha de ondas. Não conseguimos ondas boas, os outros conseguiram e acabámos por perder o primeiro lugar.

    B: O surf feminino português está a atravessar um dos seus momentos mais altos de sempre. Pensas que o aparecimento da Teresa Bonvalot foi uma das causas para o aumento do nível global? E sentes que essa competitividade tem sido útil?

    CH: A competitividade é muito importante. Sou muito competitiva e se o nível estiver alto isso obriga-nos a evoluir e a treinar mais, para sermos melhor. O nível da Teresa e também da Camilla [Kemp] está a fazer com que as meninas treinem muito e fiquem melhores. O facto de estarmos a competir internacionalmente também nos faz evoluir e faz também com que puxemos umas pelas outras.

    B: Estás numa boa posição a nível internacional e a temporada tem corrido bem. Quais são os teus objetivos a curto e alongo prazo no WQS?

    CH: Estou no 42.º posto do ranking e o meu objetivo este ano era fazer uma final do WQS. Consegui fazê-lo em Santa Cruz. Acabei por não conseguir vencer, mas foi um bom resultado. O meu objetivo agora é vencer uma etapa no WQS, quer seja na Europa ou noutro lugar. Neste momento tenho a cabeça descansada, vou controlar tudo o que conseguir controlar e treinar muito para dar o meu melhor. Quem sabe se nos próximos campeonatos consigo trazer uma vitória para Portugal…

    B: Pensas que está muito perto o dia em que teremos uma representante no WWT?

    CH: O surf é um desporto rápido. Penso que isso é algo que está em aberto. Depende muito de nós e daquilo que nos esforçarmos e do empenho que tivermos. Mas não consigo dizer. Só Deus sabe quando será.

    B: Falas muito do treino. Com quem trabalhas regularmente e quais são as tuas rotinas?

    CH: Desde que cheguei a Portugal que trabalho com o Moisés. Ele sempre acreditou em mim. Se hoje estou a vencer é por causa dele. O Rodrigo também me tem ajudado em muita coisa. A Fonte Viva também tem feito um grande trabalho. A Polen que me faz pranchas incríveis. Todos os meus apoios, com o Ginásio Quinta da Marinha e a D-Code. Posso dizer que tenho sorte em ter pessoas incríveis comigo. Agora, estou a viajar o ano todo e é difícil estabelecer uma rotina de treino em Portugal. Mas quando estou cá, surfo muito, ou com o meu irmão e com o Rodrigo, e vou também ao ginásio.

    B: A nível de apoios, os resultados que vocês estão a conseguir já mereciam outra atenção. Qual pensas que é a razão para a falta de investimento das marcas no surf feminino?

    CH: Para mim é um pouco complicado, porque tenho estado à procura de um patrocinador principal. O meu foco não é esse, mas sim surfar. No entanto, ficaria muito mais feliz se tivesse um patrocinador principal, que daria muito mais conforto. Assim seria possível concentrar-me totalmente nas etapas de 6000 mil pontos do WQS. Este ano, por exemplo, não fui a uma dessas etapas por não ter possibilidades financeiras. Isso acaba por te atrapalhar, pois se não tens investimento para ir a campeonatos acabas por não conseguir mostrar o teu surf. Mas eu sei que vai chegar a hora de ele aparecer.

    B: Olhando agora para trás e para o momento em que decidiste vir para Portugal. Achas que valeu a pena a mudança? Sentes que no Brasil também poderias estar agora no mesmo nível?

    CH: Terminei os estudos no Brasil, onde surfava e também tinha alguns resultados. Mas há cerca de três anos o meu irmão disse para eu vir para Portugal. Ele disse que aqui a qualidade do surf era muito boa, que ia surfar diferentes tipos de ondas e estava muito perto de outros países europeus, como a França e Espanha, onde havia mais campeonatos. Na verdade, como não conhecia o país, nem pensei muito no resultado que iria ter essa mudança. Apenas acreditei na palavra dele e vim. Evoluí e consegui continuar a minha carreira. Foi uma aposta ganha.

     

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