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  • A ameaça da mineração subaquática
    18 agosto 2016
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  • Fotografia
    National Geographic
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    Redação
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  • A empresa canadiana Nautilus Minerals está a investir fortemente em maquinaria para este tipo de atividade, embora não existam recursos suficientes para a avaliação científica a esta profundidade.
  • São máquinas com tamanho de prédios e estão “escondidas” no fundo do mar.

    A mineração subaquática é uma indústria em crescimento, sobretudo nas profundezas do Pacífico Sul, e, logicamente, poderá ser uma enorme ameaça aos sistemas oceânicos, segundo um artigo publicado recentemente na “National Geographic”.

    Depois de várias décadas em segundo plano, uma vez que apresentava benefícios muito inferiores aos custos, este tipo de atividade começa a ser cada vez mais utilizada. A empresa canadiana Nautilus Minerals está a investir fortemente em maquinaria para este tipo de atividade, embora não existam recursos suficientes para a avaliação científica a esta profundidade.

    Também a China está a investir fortemente em submersíveis, tripulados e robóticas, que são capazes de, pelo menos, fornecer a documentação superficial do que é no fundo do oceano. A grande questão trata-se da possibilidade dos danos que poderão ser causados nas profundezas do oceano, zona que todos sabem que é fundamental para o ciclo de carbono.

    Em 1982, no âmbito da convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, foi criado o International Seabed Authority, que está localizado na Jamaica. Esta entidade encontra-se atualmente a conceder licenças para este tipo de exploração mineira. Contudo, não é possível saber se o fazem com alguma “ordem de restrição”, em virtude da falta de provas de que esta atividade não cause danos drásticos para o planeta.

    A exploração mineira subaquática também já esteve na orla do dia no nosso país. Em 2012 veio a público a notícia de que esta mesma empresa, a Nautilus Minerals, recebeu um parecer favorável do Governo Regional no sentido de fazer prospeção nas águas do arquipélago, com vista a avançar para a exploração mineral dos fundos do mar açoriano. No entanto, essa ação acabou por não avançar e nunca mais se falou no tema.

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    National Geographic
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    Redação
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