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  • Perigo aumenta em praias do Algarve
    19 julho 2016
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  • A Autoridade Marítima está de mãos atadas...
  • Com a chegada do verão e o aumento do calor, as praias algarvias estão cheias mas os areais estão cada vez mais curtos. A tendência dos banhistas é aproximarem-se das arribas, mesmo que tenham placas a alertar para o perigo de derrocada. Em meio ano já ocorreram 21 desmoronamentos, mais do dobro do ano passado. Até agora não houve vítimas.

    Em média, no Algarve, ocorrem 12 derrocadas de arribas por ano. Em 2015, foram registadas 9 ocorrências. Mas, neste ano, que ainda não acabou, já aconteceram 21, segundo os dados da Agência Portuguesa do Ambiente. Dados preocupantes que levam as autoridades a reforçar os alertas para os perigos junto às arribas algarvias. "Está a ser um ano anormal. No primeiro semestre, o número de derrocadas é superior ao do ano anterior todo", revelou ao CM Rui Santos Pereira, comandante da Capitania do Porto de Portimão, que alerta os banhistas para que "respeitem a distância de segurança de uma vez e meia a altura da arriba".

    A Autoridade Marítima está de mãos atadas, uma vez que não pode passar multas a quem ignore os alertas. "O que podemos é avisar as pessoas para o perigo e aconselhar a sair dessas zonas. Mas não há nenhuma contraordenação prevista para faixas de risco, apenas para faixas interditas, que não existem no Algarve".

    Outro dos temas que tem vindo a assolar as praias algarvias é a hipótese eminente das prospecções para a extração de petróleo em território nacional começarem.

    Com o primeiro furo marcado para dia 3 de Agosto ao largo da costa algarvia e alentejana, o governo alargou até 3 de agosto o período de consulta pública para a sondagem de pesquisa de petróleo no mar, a 46.5 quilómetros de Aljezur.

    Para além do impacto ambiental e económico para o Algarve, os movimentos cívicos denunciaram a falta de informação e de divulgação do edital que garante ao consórcio ENI/GALP o Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo Nacional para a sondagem de pesquisa no “deep offshore” da Bacia do Alentejo.

    NOTA:

    Para os interessados, a PALP preparou alguns exemplos de minuta da carta de objeção a esta sondagem que o consórcio ENI/GALP pode levar a 1070 metros de profundidade ao largo de Aljezur. Pode fazer o download aqui, adaptá-la ao seu gosto, e enviar para dgrm@dgrm.mam.gov.pt ou em papel para a Direcção Geral dos Recursos Marítimos, Avenida Brasilia, 1449-030 Lisboa.

    Fonte: CM Fotografia: Guia Turistico Algarve

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