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  • O problema da desistência escolar no surf
    21 December 2016
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  • Surfista australiano propõe mesmo que para se correr o Tour e o WQS seja necessário um determinado grau de escolaridade.
  • Ao contrário da maioria dos desportos, a carreira de profissional no surf pode começar muito cedo. Sobretudo se estivermos a falar de jovens dotados de uma técnica acima da média. Uma situação excelente para os jovens surfistas. Mas a curto prazo, pois no futuro poderá causar alguns problemas, uma vez que a carreira de surfista profissional pode não ser muito longa.

    As grandes marcas procuram encontrar as suas futuras estrelas e, desde cedo, os blindam com bons contratos. Uma situação que lhe dá alguma autonomia e segurança financeira. Os circuitos internacionais também começam a ser ambição para surfistas cada vez mais jovens, o que os obrigada a partir cedo para constantes viagens à volta do globo.

    Todas estas situações fazem com que muitos surfistas deixem a escola cedo, algo que acontece até em Portugal, por exemplo. Agora, o australiano Ace Buchan, membro da elite mundial e responsável pelos surfistas no tour, vem colocar o dedo na ferida, alertando para a necessidade de resolver este problema no surf profissional.

    “Não penso que seja impossível tirar um curso universitário e correr o Tour, mas julgo que pedir a todos os aspirantes a profissionais que tenham um curso universitário é algo irrealista”, começou por dizer Buchan, através de um artigo de opinião publicado no site “The Inertia”.

    Ace compara a realidade do surf a outros desportos maiores e refere o seu grande medo: “É certo que não há um sistema de educação no surf como na NBA ou na NFL. Mas a minha grande preocupação é ver a quantidade de crianças que escolhem deixar a escola para prosseguirem o sonho de ser surfistas profissionais e a quantidade de pais que deixam isso acontecer”.

    “Isto é um ciclo vicioso: quanto mais jovens prodigiosos deixam a escola, mais se estimula as gerações seguintes a fazer o mesmo"

    “A maioria dos miúdos que que deixa a escola para prosseguir esse sonho acabam, ao fim de cerca de 5 anos, por ficarem desiludidos, semipreenchidos, sem instruções, sem patrocínio e a trabalhar em minas ou estabelecimentos de restauração. Não estou a dizer para deixarem de seguir os seus sonhos, mas penso que necessitam de o fazer de uma forma metódica e estruturada”, ressalva.

    O goofy aussie deixa mesmo a ideia de exigir um certo grau de escolaridade para se chegar aos principais circuitos. “Isto é um ciclo vicioso: quanto mais jovens prodigiosos deixam a escola, mais se estimula as gerações seguintes a fazer o mesmo. Talvez seja preciso criar um padrão mínimo de escolaridade para os surfistas poderem competir no Tour o até mesmo no WQS”, frisa.

    Alguns surfistas profissionais optam por seguir os estudos em casa, através da internet. O rookie Conner Coffin é um exemplo de caso de sucesso. No entanto, Ace Buchan acredita que essa não é a solução definitiva para os problemas. “Tive amigos que seguiram esse caminho e raramente eles e os seus pais tiveram tempo ou recursos para seguirem em frente”, sublinha.

    “A formação social que se perde nesses anos essenciais da escola é de um valor inestimável. Sinto que a cultura de disciplina e trabalho árduo surgiu na minha vida em virtude desse contrabalanço de querer ser profissional contra a necessidade de tirar um curso superior, de forma a ter uma segurança extra para o caso do surf falhar. O profissionalismo no surf é uma questão muito mais recente que nos outros desportos, mas penso que este problema precisa mesmo de mais atenção”, termina.

     

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