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  • Teresa Bonvalot mantém-se no top 15 mundial
    03 agosto 2018
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  • Faltam apenas dois QS6000 até final da temporada e as contas começam a apertar para as surfistas que querem lutar por uma vaga na elite mundial feminina em 2019.
  • O circuito WQS está a chegar à fase das decisões, sobretudo do lado feminino. No entanto, a última semana não foi profícua para as surfistas portuguesas, com os principais nomes da armada lusa. Teresa Bonvalot, Camilla Kemp e Carol Henrique são as únicas a estarem dentro do top 100 mundial, mas todas perderam posições após a realização do QS6000 de Oceanside, na Califórnia.

    A prestação no Paul Mitchell Supergirl Pro não foi sinónimo de resultados expressivos para as portuguesas – Camilla e Carol avançaram apenas até à 2.ª ronda e Teresa perdeu de primeira na 3.ª ronda. Ainda assim, o principal destaque vai para Teresa Bonvalot, que perdeu apenas uma posição, sendo ultrapassado pela australiana e ex-top do WWT Dimity Stoyle, mantendo-se no top 15 mundial – caiu do 14.º para o 15.º posto.

    Já Camilla Kemp desceu 3 posições até ao 53.º posto do ranking, enquanto Carol Henrique surge seis lugares mais abaixo, no 59.º lugar, depois de cair 5 posições. Ambas estão na casa dos 3 mil pontos e numa situação delicada em termos de sonhar com uma eventual qualificação. É que, embora estas surfistas vão participar na perna europeia, já só faltam dois QS6000 até final do ano e a distância para a frente é larga.

    O caso de Teresa é um pouco diferente, fruto do 5.º posto alcançado no QS6000 de Newcastle, logo no arranque da temporada. A jovem surfista de Cascais tem atualmente 6.860 pontos, tendo dois resultados de 700 pontos para substituir. A diferença para o “cut” está neste momento abaixo dos 4 mil pontos. Ainda assim, esta é uma situação que obriga Teresa Bonvalot a fazer dois bons resultados nas principais etapas que ainda há pela frente. A seu favor tem o facto de se manter entre as top seeds.

    Para já, acontece a perna europeia, com um primeiro QS1000 em Inglaterra e dois QS1500 em França. Carol e Camilla vão estar nas duas etapas gaulesas, enquanto Teresa não se inscreveu. São etapas que podem ajudar a subir no ranking, embora dificilmente ajudem nas contas pela qualificação. Depois disso, um primeiro grande teste de fogo será em Pantín, com um já tradicional QS6000. Foi lá que em 2015 Teresa Bonvalot alcançou um histórico 3.º lugar.

    Depois, a etapa de todas as decisões acontecerá já em novembro, com o QS6000 de Port Stephens, na Austrália. A presença das portuguesas dependerá do lugar que ocuparem no ranking na altura, pois uma segunda ida à OZ em apenas um ano é algo dispendioso. Ainda assim, Bonvalot deverá ter presença garantida. É lá que, esperemos, a jovem coqueluche do surf nacional ainda terá uma palavra a dizer sobre a qualificação para a elite mundial feminina de 2019.

    Quanto às da frente do ranking, há muitas caras do WWT. Ou seja, a elite mundial feminina está a dominar o WQS. Sobretudo, a rookie Carolina Marks, de apenas 16 anos, que tem praticamente garantida a vitória no WQS, depois de duas vitórias, um 2.º lugar, um 5.º e um 9.º nos QS6000 disputados até ao momento, levando já mais de 6 mil pontos de avanço sobre o 2.º posto. Seguem-se Coco Ho e Keely Andrew, que ocupam o 13.º e 11.º posto do ranking do WWT, estando ainda a lutar por uma eventual dupla qualificação.

    O mesmo se passa com Malia Manuel, que é 5.ª classificada no WQS e 12.ª no WWT. Tatiana Weston-Webb (4.ª) está ainda na luta pelo título mundial, graças à presença no top 3 do WWT, o que lhe dá, para já, dupla qualificação e abre vaga para outras surfistas. O mesmo acontece com Silvana Lima, que é 9.ª no WWT e 6.ª no WQS. A primeira surfista do ranking que não pertence ao Tour feminino é, assim, a havaiana Brisa Hennessy, no 7.º posto.

    Apesar de apenas as seis primeiras se qualificarem para 2019, esta situação faz com que o “cut” esteja, por agora, no 10.º posto da australiana Philippa Anderson, uma vez que Nikki Van Dijk (8.ª) também está em dupla qualificação. Quem não pode dizer o mesmo é Bronte Macaulay, que é 9.ª no WQS, mas está fora e longe dos lugares de qualificação no WWT. MAcy Callaghan (11.ª) é assim a primeira surfista fora do cut, ela que terminou a época passada nessa posição, sendo este ano a primeira suplente do WWT.

    Ranking do WQS feminino:

    1. Caroline Marks (EUA), 20.700 pontos*
    2. Coco Ho (HAV), 13.700**
    3. Keely Andrew (AUS), 12.850**
    4. Tatiana Weston-Webb (BRA), 12.700*
    5. Malia Manuel (HAV), 12.300**
    6. Silvana Lima (BRA), 11.580*
    7. Brisa Hennessy (HAV), 11.110
    8. Nikki van Dijk (AUS), 10.900*
    8. Bronte Macaulay (AUS), 10.900**
    10. Philippa Anderson (AUS), 10.690
    -----------------------------------------
    11. Macy Callaghan (AUS), 9.950
    12. Holly Wawn (AUS), 9.790
    13. Paige Hareb (NZL), 7.950**
    14. Dimity Stoyle (AUS), 7.650
    15: Teresa Bonvalot (PRT), 6.860
    (…)
    53. Camilla Kemp (PRT), 3.425
    59. Carol Henrique (PRT), 3.210
    154. Leonor Fragoso (PRT), 1.095
    172. Yolanda Hopkins (PRT), 900
    215. Mariana Assis (PRT), 584
    286. Inês Bispo (PRT), 280
    319. Mafalda Lopes (PRT), 200
    338. Carolina Santos (PRT), 185
    338. Camila Costa (PRT), 185
    338. Mariana Garcia (PRT), 185
    351. Matilde Passarinho (PRT), 120
    351. Concha Balsemão (PRT), 120

    *Encontra-se em situação de dupla qualificação, embora ainda não seja garantida
    **Ainda pode alcançar a dupla qualificação

     

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