Mantendo a tradição dos últimos anos, antes do arranque do EDP Ericeira Pro disputaram-se os trials, que tinham em jogo duas vagas para o quadro principal, uma do lado masculino e a outra no feminino.
Destinada aos surfistas locais, a prova de triagem decorreu neste feriado do 5 de outubro em Ribeira d'Ilhas, que brindou os atletas com a sua face mais pequena. Condições de mar que vão prolongar-se nos próximos dias.
A competição foi conquistada por Tomás Fernandes e Carina Duarte, dois nomes bem conhecidos do surf jagoz. Nenhum dos quais fará a estreia neste evento, que integra o calendário da Challenger Series. É a quarta e penúltima etapa da temporada versão 2026/2027.
Na final masculina, marcada por nível alto apesar do mar pequeno, Tomás Fernandes garantiu o triunfo com o expressivo score combinado de 15,17 pts, o que permitiu bater o vice-campeão nacional Afonso Antunes (14,83 pts), autor da melhor onda do heat (8,83 pts), o ex-campeão nacional Joaquim Chaves (12,67 pts) e Henrique 'Neco' Pyrrait (8,57 pts).
Tomás Fernandes, de 30 anos, irá repetir a presença que teve no EDP Ericeira Pro em 2021, ano de estreia do campeonato neste circuito de qualificação para o CT. Entra em cena no heat 4 da primeira ronda masculina. O antigo vice-campeão nacional defrontará o espanhol Sean Gunning, o sul-africano Adin Masencamp e o havaiano Luke Swanson.
De recordar que nos últimos anos, Tomás praticamente não tem competido em provas internacionais, fazendo somente a Liga MEO Surf, a competição máxima do surf português. Ainda assim, este ano já participou no QS4000 de Taghazout, onde deu boas indicações (passou quatro rondas) e expressou publicamente ter "muita vontade" em voltar à cena internacional.
Nos trials femininos, tivemos apenas a realização de um heat, onde a ex-campeã nacional Carina Duarte (12,06 pts) superou Camila Cardoso (11,97 pts) por muito pouco. Somente 0,09 pts separaram as duas surfistas. Seguiram-se Matilde Pinto (10,66 pts), Lua Escudeiro (9,40 pts), que é a atual número 3 nacional, e Constância Simões (8,00 pts).
Carina não participa na prova caseira desde 2022. Nos últimos anos tem estado novamente afastada das competições, fundamentalmente da Liga MEO Surf.
A surfista jagoz estreia-se logo na bateria inaugural da competição feminina. A oposição é de peso para a goofy de 32 anos. Vai medir forças com a teenager australiana Charli Hately, que acabou de arrecadar o São Sebastião Pro, a vigente campeã mundial ISA, Janire Gonzalez Etxabarri, e a taitiana Aelan Vaast, que é irmã do campeão olímpico Kauli Vaast e que em setembro alcançou um excelente terceiro posto no Xacobeo Norte Surf Fest.
Com as entradas de Tomás Fernandes e Carina Duarte no heat draw, aumenta para oito o número de surfistas portugueses presentes no EDP Ericeira Pro. A restante tropa lusa é constituída por Frederico Morais, Guilherme Ribeiro, Jaime Veselko, Francisca Veselko, Teresa Bonvalot e a campeã nacional Maria Salgado.
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