A corrida aos títulos mundiais de surf está a entrar na fase decisiva. Completas que estão nove etapas, tudo se irá decidir nos próximos três eventos, que incluem o 'nosso' MEO Rip Curl Pro Portugal, a começar já na próxima sexta-feira em Supertubos.
Tanto no setor masculino como em termos femininos, chegamos a esta fase muito adiantada da temporada com nomes inesperados na luta pelos ceptros. Por sua vez, surfistas que pensávamos ver nas posições mais cimeiras estão a revelar-se uma decepção, como é o caso de Filipe Toledo, Jack Robinson e Caroline Marks. Esta é a beleza do desporto.
No que toca às agradáveis surpresas, encontramos, sem dúvida, o italiano Leo Fioravanti e o brasileiro Miguel Pupo. Surfistas com muito quilómetros de World Tour, Leo e Miguel têm-se apresentado na melhor forma das respetivas carreiras, que já vão longas. Vivem um estado de graça que levou a triunfos em etapas na presente campanha. Ganharam três dos nove campeonatos levados a cabo, já envergaram a licra amarela e partem para a reta final do ano com o título mundial na mira. Nunca estiveram em posição tão favorável.
Aos 34 anos de idade, Miguel Pupo diz sentir-se mais jovem do que nunca. Soltinho, as exibições do goofy têm falado por si. Pela primeira vez na carreira, este 'velho caminhante' da 'Brazilian Storm' ganhou duas etapas (Bells Beach e Trestles) numa época de CT e vestiu a amarelinha. É o quarto colocado do ranking mundial a pouco mais de três mil pontos do compatriota e campeã mundial Yago Dora, que está no cume da hierarquia.
Ainda mais perto - a 2765 pontos da liderança - está Leo Fioravanti. Único não brasileiro no top 5 mundial, o surfista romano é o vice-líder do ranking mundial. É a consequência da extraordinária época que tem protagonizado, que já permitiu estrear-se como campeão de etapas do CT (El Salvador) e envergar a licra amarela.
Fioravanti e Pupo estão envolvidos numa batalha em que se encontram rodeados por surfistas muito mais habituados a estes momentos, como é caso de Yago Dora, Italo Ferreira, Gabriel Medina e Griffin Colapinto. Porém, como Leo e Miguel já demonstraram várias vezes ao longo do ano, tudo pode acontecer.
O mesmo sucede no plano feminino com Sawyer Lindblad, Luana Silva e a incrível Erin Brooks, que subitamente meteu-se na discussão ao ganhar três etapas de enfiada. Deste trio, a mais posicionada é Lindlad no terceiro lugar a 2810 pontos da licra amarela Gabriela Bryan.
A grande forma patenteada por Sawyer já possibilitou entrar para a lista de vencedoras de etapas do CT ao arrecadar o Rio Pro. A excelente época da goofy de 21 anos ganha ainda mais relevo se observarmos que no ano passado falhou o cut. Manteve-se na elite mundial apenas porque o elenco feminino foi alargado para 2026.
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