Esta sexta-feira, à entrada para o dia das finais do MEO Rip Curl Pro Portugal, o estadunidense Griffin Colapinto era o único surfista não brasileiro que estava nas meias-finais.
Tratava-se de uma espécie de 'intruso' perante o evidente domínio dos atletas da 'Tempestade Brasileira'. No entanto, a verdade é que foi o atual vice-campeão do mundo a ganhar em Supertubos, que apresentaram a sua face tubular mais pesada para esta jornada de todas as decisões.
Ao ganhar pela terceira vez a prova penichense, Griffin Colapinto, de 28 anos, tornou-se no recordista de vitórias do evento português. É o Rei de Supertubos. O atleta californiano ganhou em 2022, 2024 e 2026, curiosamente sempre em anos pares.
Antes da grande empreitada da tarde desta sexta-feira, Griffin esteve a meditar, com uma venda nos olhos, em pleno cordão dunar. Repetiu a receita de há dois anos. Porém, segundo palavras do próprio aos jornalistas após a final, este foi o campeonato em que pela primeira vez meditou antes de todas as baterias que realizou. A opção resultou em cheio. Colapinto esteve em modo imparável ao bater o pé à luxuosa tropa brasileira, composta pelo campeão mundial Yago Dora, Gabriel Medina e Italo Ferreira.
Nas rondas anteriores, o mais velho dos Colapinto (o mano também ganhou recentemente em Portugal) já tinha dado sinais de que estava para vencer novamente em Supertubos. Vinha a registar grandes apresentações, pautadas por diversas notas excelentes nas suas incursões de backside pelas esquerdas tubulares dos Super. Manteve a bitola esta sexta-feira.
Na vingança da finalíssima de Cloudbreak, na qual se discutiu o título mundial de 2025, Griffin Colapinto começou por derrotar Yago Dora nas meias-finais, tendo dominado a disputa. Na outra meia-final, Gabriel Medina impôs-se perante Italo Ferreira num emotivo heat, o que garantiu desde logo a manutenção da licra amarela por parte de Yago Dora, independentemente do que fizesse no resto do campeonato.
Na final, assistimos a uma luta tubular sem tréguas, marcada por alternâncias na liderança e um fartote de notas excelentes. Nesta conclusão apoteótica do MEO Rip Curl Pro Portugal, acabou por dar Griffin Colapinto, com o expressivo score combinado de 17,60 pts, no qual sobressaiu um tubo de 9,43 pts. "É um dos melhores dias da minha vida", confidenciou o surfista que obteve a primeira vitória da época e ascendeu três lugares no ranking mundial. Passou a ser o terceiro colocado e meteu-se bem dentro da luta pelo título mundial, quando estão completas 10 das 12 etapas que compõem o calendário. Isto depois de um início de campanha mais discreto.
O outro finalista, Gabriel Medina, quedou-se por uns também expressivos 16,77 pts. Só que não foi suficiente para levantar o 'caneco', que já escapa desde 2017. Perdeu a terceira final na presente temporada.
Medina muito tem tentado - até fez uma nota 10 (Cloudbreak) numa dessas finais perdidas - mas ainda não chegou o seu momento. Tem mais duas oportunidades. A próxima é no estreante Philippines Pro, a realizar entre 31 de outubro e 10 de novembro. E pode haver novamente tubos, dado que o palco é a estreante onda de Cloud 9.
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