Os grandes resultados obtidos por Yolanda Hopkins na perna tubular do Pacífico – 3.ª no Tahiti Pro e 5.ª no Fiji Pro – foram muito importantes na luta pela requalificação para o CT do próximo ano.
Após estas duas etapas, que Yo-Yo tanto aguardou e treinou para dar nas vistas, a rookie portuguesa subiu ao 14.º posto do ranking mundial, que passou a ser liderado pela campeoníssima Carissa Moore.
Isto significa que Hopkins entrou na tão desejada zona que garante a requalificação para o CT’2027. Tal ‘bolha’ engloba o top 14 da hierarquia, com o cut a acontecer já na etapa seguinte (Trestles Pro), depois da mais recente atualização do calendário por parte da World Surf League (WSL).
A atual vice-campeã mundial ISA tem 18 830 pontos (já com o descarte de um resultado) somados ao cabo de oito eventos. Depois de ter dado a si própria uma chance com as performances plasmadas em duas ondas de consequência (Teahupoo e Cloudbreak), a surfista algarvia vai agora decidir o seu destino numa das melhores ondas de performance do globo, palco da prova olímpica de Los Angeles'2028. Como é seu jeito, apesar nunca ter competido em Trestles, Yolanda Hopkins irá com tudo.
Ciente de que este era o seu momento, a diplomada olímpica treinou intensamente para a perna do Pacífico, tendo inclusive falhado o arranque da Challenger Series’2026/2027, com o elevado risco que essa decisão acarretou no que toca às vias de requalificação para a elite mundial. Arriscou e petiscou.
Por sua vez, a outra rookie portuguesa, Francisca Veselko, está com uma situação bem mais complicada a nível de ranking do circuito mundial. Com os resultados verificados no Fiji Pro, que terminou na nona posição, Kika deixou a lanterna vermelha da hierarquia, subindo um posto por troca com a teenager norte-americana Bella Kenworthy. É agora a 23.ª posicionada, com 10 mil pontos amealhados.
Porém, nesta que está a ser um ano duro, Veselko está cada vez mais distante da requalificação. Ainda é possível lograr essa meta via CT, mas a surfista de Carcavelos está obrigada a ganhar o Trestles Pro e ainda está dependente do resultado das adversárias.
À ex-campeã mundial Júnior da World Surf League (WSL) vale o grande arranque de campanha na competitiva Challenger Series – é terceira do ranking – estando lançada para assegurar a requalificação mundialista por esta via.
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