A rolar até domingo em El Salvador, o Mundial Júnior ISA’2026 é um evento que reúne 420 jovens surfistas em representação de 56 equipas nacionais, que competem nos escalões de Sub-16 e Sub-18.
No que diz respeito ao universo Júnior, este é o maior certame em termos planetários. A lista de participantes é tão grande – aumenta a cada edição – que a Associação Internacional de Surf (ISA) eliminou as repescagens após a ronda 1, repetindo o que já tinha feito no ano passado, a fim de terminar o campeonato a tempo e horas.
A prova, que decorre nas consistentes ondas de El Sunzal e La Bocana, marca a estreia de três nações, que não têm tradição no surf. Bahamas, Zimbabué e Moçambique surgiram pela primeira vez num Mundial Júnior ISA.
No caso de Moçambique e do Zimbabué, dois dos mais recentes membros da entidade presidida por Fernando Aguerre, trata-se mesmo da primeira aparição num Campeonato Mundial da ISA em termos absolutos.
Bandeira de Moçambique esteve em El Salvador
ISA/Pablo Franco
É um importante marco na história do surf de competição destes dois países africanos. Moçambique segue assim as pisadas de Angola, que no ano passado também esteve pela primeira vez presente num Mundial ISA, no caso a nível Open.
É os países africanos da lusofonia a dar passos em frente no surf, tal como já aconteceu com São Tomé e Príncipe através da aparição de surfistas na Liga MEO Surf e até no QS da World Surf League (WSL).
Em El Salvador, na América Central, pioneira comitiva moçambicana foi curtinha, sendo composta apenas por dois surfistas, que competiram no escalão Sub-18: Cleiton Cadir, de 18 anos, e Yurcia Nhambirre, de somente 15 aninhos.
Yurcia ainda está elegível para a categoria Sub-16, mas mediu forças com surfistas mais velhas. Sem surpresa, este duo foi afastado na única ronda de repescagens, ainda que o goofy Cleiton Cadir não tenha ficado longe de seguir em frente.
Cleiton Cadir ficou perto de superar a repescagem
ISA/Pablo Jimenez
“É a primeira vez que saio de Moçambique e represento o meu país”, confidenciou Cleiton Cadir na sua ficha de apresentação, que pode ser consultada na seção do portal de internet da ISA destinada ao Mundial Júnior'2026 . “O meu objetivo é que mais raparigas façam surf no meu país”, referiu Yurcia Nhambirre.
Tanto Cleiton como Yurcia são locais de Tofo, onde quebra uma das melhores ondas moçambicanas, banhada pelo Oceano Índico. Nessa praia, que tão conhecem, já deram nas vistas na Tofo Surf Series. Cleito Cadir como campeão e Yurcia Nhambirre como vice-campeã.
Ao lado da Praia do Tofo, está uma outra direita de qualidade, Tofinho. Maravilhas da província de Inhambane, que está para receber o Capítulo Perfeito, mas aí nos tubos que são formados na Praia da Barra.
A participação no Mundial Júnior ISA’2026 foi fugaz, mas Cleiton e Yurcia viveram uma experiência que jamais esquecerão. Durante estes dias, tiveram a oportunidade de conviver com jovens de todo o mundo, que partilham a mesma paixão: fazer surf.
Através da rede de livecams , podes visua lizar em direto e em tempo real toda a evolução do estado do mar e da praia.
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