A temporada de 2026 não tem sido nada fácil para o brasileiro João Chianca. À exceção do terceiro posto alcançado em casa, no Rio Pro, os resultados obtidos pelo mano do big rider Lucas Chumbo estão longe do que ambicionava.
A juntar às apagadas performances, o local de Saquarema ainda lidou com alguns contratempos dolorosos durante a recente perna tubular do Pacífico. Testes à sua resiliência num momento delicado.
No Tahiti Pro, o surfista de 26 anos pisou acidentalmente o peixe mais venenoso do mundo, ainda que tal não tenha tido consequências de maior. Depois, no Fiji Pro, como se já não bastasse a eliminação prematura, Chianca ainda fraturou o pé esquerdo no embate da ronda 2 com o australiano Morgan Cibilic.
Em publicação na rede social Instagram, o atleta brasileiro revelou o infortúnio ocorrido nas esquerdas tubulares de Cloudbreak.
“Senti uma forte dor numa das ondas e quando investiguei a fundo o que tinha acontecido, com medo de ter magoado o tornozelo, fiquei a saber que tinha fraturado o pé esquerdo”, contou o antigo vencedor do MEO Rip Curl Pro Portugal.
Não obstante a situação que enfrenta, João Chianca pretende participar no Trestles Pro, a nona etapa do CT’2026 e cujo período de espera começa já esta sexta-feira. Surge no heat draw, estando colocado na quinta bateria da ronda 2, onde tem o gaulês Marco Mignot como oponente, um dos surfistas que tem impressionado nos free surfs, segundo relatos locais.
“Tive muita incerteza sobre o que fazer e o tempo de recuperação. Em vez de regressar a casa, onde seria muito mais confortável estar com a família e os amigos, decidi vir para a Califórnia e passar o tempo que restava entre as etapas, de modo a reabilitar-me e a passar esse tempo sozinho, pensando somente na minha recuperação”, explicou.
Durante as duas últimas semanas, Chianca fez saber que efetuou o trabalho de recuperação no Centro de Performance da Red Bull para os seus atletas, em Los Angeles. “Sei que ainda não estou curado, mas decidir ignorar alguns padrões e só confiar.”
O surfista sul-americano está a fazer de tudo para participar no Trestles Pro muito por causa da situação mais frágil que tem no ranking mundial.
À etapa que fecha as contas do cut, Chianca chega num periclitante 18.º lugar da hierarquia, relembrando que necessita de estar no top 22 após o final do evento para garantir a participação nas três etapas finais do CT’2026. Falhar o Trestles Pro poderá compromoter as suas aspirações, numa fase em que está quase três mil pontos acima do cut.
Já por si a missão não é fácil. Com um pé partido, tudo fica ainda mais difícil. Todavia, João recusa-se a baixar os braços. Quer ir à luta!
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