Na prova feminina do Fiji Pro, oitava etapa do CT’2026, resta apenas um heat. Este é naturalmente a grande final. É a segunda vez esta época que este cenário acontece no dia das finais. O mesmo foi verificado no Rio Pro.
O duelo em que está em jogo o ‘caneco’, que poderá ser realizado esta noite em Portugal, irá opor duas surfistas de diferentes gerações e sobretudo duas grandes amigas. O lineup de Cloudbreak será ocupado pela canadiana Erin Brooks, de 19 aninhos, e a australiana Isabella Nichols, que contabiliza 29 primaveras.
Foi o acasalamento que saiu da jornada desta quarta-feira, na qual Brooks derrotou a francesa Vahine Fierro e a idolatrada Carissa Moore, que é a nova dona da licra amarela, enquanto Bella desfeiteou a portuguesa Yolanda Hopkins e a costarriquenha Brisa Hennessy.
Nichols avançou para a primeira final no CT’2026 com dor, uma vez que na reta final da meia-final sofreu um wipeout quando procurava entubar, tendo magoado o tornozelo esquerdo. De imediato, a australiana fez sinal de que algo não estava bem, sendo rapidamente auxiliada pelo jet ski.
Isabella Nichols
WSL/Aaron Hughes
Tudo aconteceu nos derradeiros minutos de uma contenda extremamente equilibrada com Brisa Hennessy (0,17 pts separaram as atletas). Apesar do infortúnio, Isabella Nichols conseguiu preservar a liderança após a derradeira investida da oponente, que fez o melhor resultado no CT’2026, tendo segurado a prioridade nos instantes finais, não obstante estar em claras dificuldades na água.
“Parecia a pior lesão que já tive. Senti de imediato uma dor que foi do meu pé à anca. Nem conseguia apoiar o pé. Estou mais emocionada por ter chegado à final do que pela lesão. Vou cuidar do tornozelo e ver se amanhã este aguenta o peso”. Como tal, a aparição de Isabella Nichols na final não está 100% certa.
À sua espera encontra-se a amiga Erin Brooks, surfista que tem estado imbatível nesta perna do Pacífico, demonstrando ser a melhor tube rider do atual elenco feminino do CT. Venceu o Tahiti Pro e agora está próxima de defender com sucesso o título de campeã do Fiji Pro, sendo que neste evento já logrou uma nota máxima (10,00 pts).
Erin Brooks abraçada por Isabella Nichols após arrecadar o Tahiti Pro
WSL/Hannah Anderson
Curiosamente, estas duas antigas vencedoras do prémio 'Rookie do Ano' já se tinham defrontado recentemente nos tubos do Teahupoo, então nas meias-finais. Agora, o palco é uma outra onda tubular, mas tamém localizada no Oceano Pacífico.
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