Que caminhada arrebatadora protagonizou a portuguesa Yolanda Hopkins no Tahiti Pro.
Com muita atitude na hora de encarar os desafiantes tubos de Teahupoo, Yo-Yo foi avançando ronda após ronda até às meias-finais, alcançando o seu melhor resultado de sempre em etapas do circuito mundial de surf.
Este incrível desempenho a abrir a segunda metade do CT'2026 teve naturalmente reflexos positivos na situação de Yolanda no ranking mundial feminino.
A vice-campeã do mundo ISA relançou-se na luta pela requalificação para o CT do próximo ano. Para isso acontecer, a rookie lusa terá de estar dentro do top 14 após a 10.ª paragem do circuito, que é o MEO Rip Curl Pro Portugual.
Com o sensacional terceiro posto obtido na Polinésia Francesa, Hopkins ascendeu três lugares na hierarquia, que continua a ser comandada pela havaiana Gabriela Bryan.
Yolanda é agora a 17.ª colocada, com 15 085 somados em sete eventos já levados a cabo. A atleta de 28 anos está imediatamente atrás da lendária Stephanie Gilmore, que eliminou no Tahiti Pro.
A surfista algarvia deixa Teahupoo a 3460 pontos do tão desejado top 14, que neste momento é fechado pela rookie israelita Anat Lelior, que foi o ‘carrasco’ de Yolanda Hopkins nas meias-finais do evento taitiano.
Pela frente, Yolanda Hopkins tem agora três provas (Cloudbreak, Trestles e Peniche) para tentar resolver esta desafiante equação. Em cada heat, estará muito em jogo, ainda para mais depois da ousada opção de não estar no arranque da Challenger Series, que é a outra via para garantir a requalificação para o CT’2027.
É preciso dar continuidade ao excelente resultado obtido numa das arenas mais desafiantes do globo.
Quanto à outra surfista portuguesa que está a fazer o CT’2026, a situação apresenta-se bastante mais complicada. Francisca Veselko mantém-se como lanterna vermelha do ranking mundial, ocupando o 23.º lugar. As últimas cinco provas foram muito duras para ex-campeã mundial Júnior da World Surf League (WSL), pois perdeu sempre de primeira.
Contas feitas, Kika está quase a 10 mil pontos do top 14, pontuação que é atribuída a quem vence uma etapa.
À competidora de Carcavelos vale o grande arranque na Challenger Series versão 2026/2027, onde é vice-líder do ranking feminino após duas etapas. Por aí, parece estar lançada a requalificação para o CT’2027.
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