Chris Mater, antigo CEO da Surfing Australia, está a colocar em prática uma inovadora prova de surf, que promete revolucionar o surf competitivo. Um formato inovador e que visa mudar a experiência televisiva das transmissões de surf. A Surfing Super League vai chegar em 2028 e será transmitida na televisão australiana.
a cultura australiana de clubes, que é está mais enraizada do que em qualquer outro país de surf, Mater “desenhou” uma competição que visa juntar vários clubes e surfistas das regiões mais icónicas do surf australiano, promovendo rivalidades intensas que visam promover a competitividade.
Prevista para ser lançada no verão de 2028, o que significa que será no inverno português, a SSL vai contar com um total de oito equipas de clubes da costa este australiana. Cada jornada assemelha-se a um jogo de futebol em termos de duração, uma vez que terá um total de 90 minutos, mas com duas partes de 40 minutos e um intervalo de 10 minutos pelo meio.
A SSL terá sete paragens distintas, sendo que cada uma delas irá receber duas jornadas, sempre ao fim-de-semana. Uma primeira jornada de 90 minutos ao sábado e outra ao domingo. Isto num total de 15 jornadas, uma vez que haverá ainda lugar a uma grande final. Tudo somado, serão 30 horas de transmissão televisiva, sempre em horário nobre. Para já, a organização já tem duas ofertas para transmissão em mãos.
Em cada jornada apenas haverá quatro equipas na água em simultâneo, cada uma delas representada por um surfista à vez. Cada jornada vai gerar pontos para uma classificação final. O vencedor de cada jornada será a equipa que fizer o maior score, sendo que cada equipa terá um power surfer a fechar a primeira e segunda parte, que dará mais pontuação.
Cada equipa irá ser composta por um total de seis surfistas, quatro homens e seis mulheres. E entre o total de elementos terá de ter pelo menos um surfista de cada diferentes categorias: uma de lendas, uma de profissionais, outra de free surfers e outra de wildcard, para surfistas que não pertençam à geografia do clube em questão.
As oito equipas vão representar as seguintes regiões: Sydney's Northern Beaches, Sydney South, Newcastle, Northern Rivers, Sunshine Coast, e Melbourne e Gold Coast, que terá duas equipas distintas e rivais. E essas serão exatamente as sete paragens da competição, que acontecerá numa espécie de “praia estádio”, com todo o tipo de logística a pensar nos adeptos de surf.
Nomes icónicos do surf australiano e mundial como Joel Parkinson, Owen Wright e Layne Beachley já manifestaram interesse em competir na Surfing Super League. Segundo a organização, a temporada irá durar oito semanas e os surfistas participantes irão garantir um contrato de 89 mil dólares australianos para cada um, de entrada. Algo que vai ao encontro das necessidades financeiras dos atletas que procuram competir pelo mundo inteiro nos circuitos profissionais, como os da World Surf League.
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