É já este domingo que abre a janela de espera do Pro Taghazout Bay, quarta e última etapa do QS regional europeu versão 2025/2026.
Depois da habitual perna de verão, o circuito do velho continente é finalmente retomado, ainda que em... Marrocos. As ondas marroquinas voltam a ser ponto de passagem, mas desta vez serão palco do fecho da temporada. Esta época não há o QS da Caparica, que tradicionalmente vinha a encerrar a campanha.
É assim no QS4000 de Taghazout que ficaremos a saber quem são os surfistas europeus qualificados para a próxima Challenger Series, que tem início agendado para julho. Isto para além da definição dos nomes que vão suceder aos franceses Jorgann Couzinet e Tya Zebrowski como campeões da Europa da World Surf League (WSL).
Há surfistas portugueses metidos na corrida à Challenger Series como é o caso de Frederico Morais, do campeão nacional Francisco Ordonhas, de Guilherme Ribeiro (atual líder do ranking masculino) ou Maria Salgado, que é a atual campeã europeia Júnior da WSL. A nível de rankings, a qualificação é assegurada pelo top 7 masculino e o top 4 feminino. Neste momento, apenas Gui e Maria (4ª) estão nessa 'bolha' e com excelentes perspetivas de qualificação.
Segundo o heat draw divulgado este sábado, haverá 16 surfistas portugueses (13 homens e 3 mulheres) em competição nas direitas do point break de Anchor Point. É uma das melhores ondas de performance de África, onde Kika Veselko venceu magistralmente no ano passado com condições de gala, mas ao longo da próxima semana parece que irá oferecer ondulação pequena aos atletas. No pico alternativo de Anza Beach, a previsão aponta para que o mar esteja ainda mais pequeno.
Para quase todos os portugueses, o Pro Taghazout Bay trata-se do primeiro campeonato em que participam neste ano. A armada lusa em Marrocos é liderada por Frederico Morais, terceiro classificado neste evento em 2020. Beneficiando do estatuto de cabeça de série, Kikas tem entrada na ronda 3, tal como os compatriotas Guilherme Ribeiro, Afonso Antunes, Francisco Ordonhas e João Mendonça.
Na ronda anterior, acontecerá a estreia do ex-campeão nacional Joaquim Chaves, bem como de Francisco Queimado, Martim Nunes, Jaime Veselko e Ido Arkin, o israelita que desde o ano passado compete com a bandeira portuguesa.
Antes, na ronda inaugural da prova marroquina, três lusos entram em cena: Tiago Stock (campeão nacional Sub-20), Luís Perloiro e o antigo vice-campeão nacional Tomás Fernandes, que participa num evento QS fora de Portugal pela primeira vez desde 2019.
Passando para as senhoras, a representação portuguesa é bem mais reduzida, destacando-se naturalmente a ausência de nomes que nos últimos anos integraram estas provas e foram tão bem-sucedidos. Falamos das agora tops mundiais Yolanda Hopkins e Francisca Veselko, assim como da campeã nacional Teresa Bonvalot.
No setor feminino, o trio luso é formado por Maria Salgado, Mafalda Lopes e Camila Cardoso. Cabeças de série, todas possuem entrada direta na segunda ronda.
O Pro Taghazout Bay tem o período de espera até ao dia 29 de março. A prova também é válida para o QS regional africano versão 2025/2026, sendo a penúltima da temporada. Daí a participação de vários surfistas sul-africanos, sobretudo no quadro masculino, o que faz incrementar a competitividade na água. A semana promete ser intensa!
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