Um projeto da envergadura do pioneiro Surf Village, que envolve a primeira piscina de ondas artificiais para surf em Portugal, enfrenta inevitavelmente vários desafios desde a sua génese.
Entre essas adversidades que vão surgindo no caminho, inseriram-se os mais recentes fenómenos meteorológicos. Falamos do comboio de tempestades das últimas semanas, sobretudo da nefasta depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição em muitos locais.
A ser construído em pleno Oeste português, perto de Óbidos, esta foi uma zona crítica do mau tempo. Contudo, a área onde está a ser erguida a infraestrutura não foi muito afetada, conforme explicou Miguel Romero.
Em conversa com o 'MEO Beachcam' na Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), no âmbito da conferência promovida pelo Centro de Alto Rendimento de Peniche, o responsável pelo desenvolvimento do Surf Club explicou que as "obras estão a andar a bom ritmo", pese embora "resvalaram bocadinho no calendário, cerca de 15 dias" devido ao mau tempo.
"Felizmente, aquela zona não foi muito afetada pela tempestade Kristin. Como ainda não tínhamos muitas estruturas sólidas - estávamos mais na remoção de terras - não afetou muito. O solo é bom para a infiltração de águas", disse o responsável que efetuou uma apresentação do arrojado projeto no stand da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM).
A data de abertura continua prevista para 2026, mais concretamente lá para dezembro. "Pelo Natal, quem quiser experimentar a piscina de ondas já pode surfar", assegura Miguel Romero.
Nesse momento, o objetivo é ter o complexo Surf Village a funcionar praticamente a 100%, de modo a que o "cliente saia satisfeito".
"Pode haver uma outra questão com a action tent e a parede de escalada. O alojamento vai arancar em duas fases. A primeira fase com seis bungalows e depois vai alargando até ao limite", explica.
Numa altura em que o Surf Village está somente na fase de construção, Miguel Romero enaltece o "sinal de confiança" que tem sido dado ao projeto. Sinal esse que se verifica através da procura que tem ocorrido.
"Já temos 5000 sessões vendidas. Até este domingo (dia 1 de março), estamos na pré-venda de bilhetes 'Early Bird'. Os interessados podem adquirir sessões a um preço muito atrativo e que têm a validade de seis meses. Estas pessoas serão os primeiras a experimentar a piscina, mas também vão beneficiar de descontos especiais." Quando tudo estiver operacionalizado, o objetivo passa por vender 100 mil sessões por ano.
Outra iniciativa está ligada aos membros-fundadores, cuja adesão está limitada a 300 membros e disponível até à abertura da infraestrutura.
"Premeia as pessoas que acreditaram em nós e que têm o acesso privilegiado à piscina, com benefícios que são exclusivos e repetíveis. Podem ser partilhados com a família. É importante para que cresçam juntos neste ecossistema, que está ligado ao estilo de vida saudável".
Segundo Miguel Romero, neste momento há "180 adesões já concretizadas" ao grupo restrito. "É bom, dada a distância a que estamos."
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