Ainda Portugal continental está a sentir os efeitos da depressão Leonardo e já se vislumbra nova tempestade no horizonte. Será a sétima (!) a atingir o país desde o início de 2026, num comboio depressionário que parece não ter fim e está a ter efeitos nefastos, com destruição e cheias em várias zonas.
Na manhã de sábado, chega a depressão Marta, nome atribuído pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Formada no Atlântico Norte - está inserida numa vasta região depressionária - a nova tempestade vai agravar o estado do tempo com mais chuva, vento e neve acima dos 900 metros de altitude. Há ainda que contar com muita agitação marítima ao longo da costa continental.
Em comunicado publicado no seu portal de internet, o IPMA explica que Portugal continental irá sentir inicialmente os efeitos da depressão Marta com a "aproximação à região Sul, em especial ao litoral desta região, com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras".
Segundo o instituto, as zonas em que deverá ocorrer maiores valores acumulados de precipitação são a "sul do rio Tejo, incluindo a região da Grande Lisboa, sendo mais prováveis no Alentejo e nas serras algarvias, com acumulados da ordem de 60 mm (litros/m2) em 24 horas".
Com a previsão de nova subida dos caudais dos rios e ribeiros, agrava-se o risco de cheias nestas áreas.
Em relação ao vento, este vai soprar com maior intensidade a partir da tarde no litoral Centro. A causa é o deslocamento da depressão para leste. As rajadas podem ter a velocidade máxima de 90 km/h.
Ao nível da agitação marítima, o IPMA prevê "ondas do quadrante oeste até 7 metros de altura significativa na costa ocidental, em especial a sul do Cabo Carvoeiro, podendo atingir 13 metros de altura máxima, sendo ondas até 5 metros de sudoeste na costa sul do Algarve". Todo o litoral estará debaixo de aviso laranja.
Com mais um temporal a caminho, a boa notícia é que a chuva deverá dar uma pequena trégua no domingo, dia da segunda volta das eleições presidenciais. A previsão indica a queda de precipitação apenas mais para a noite. Isto numa altura em que o Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 de fevereiro.
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