Ao início da madrugada deste sábado, Francisca Veselko alcançou um honroso sétimo lugar no Pipe Challenger, sexta e penúltima etapa do circuito Challenger Series versão 2025/2026.
Neste dia das finais, Kika foi uma das três surfistas portuguesas que esteve em ação, juntamente com as compatriotas Yolanda Hopkins e Teresa Bonvalot, tendo sido a que obteve o melhor desempenho ao atingir as meias-finais.
Com este resultado na prova havaiana, Veselko deu um passo quase decisivo rumo à inédita qualificação para o CT de 2026, onde recorde-se já está Yolanda Hopkins. Falta o remate final!
A ex-campeã mundial Júnior da World Surf League (WSL) podia ter assegurado desde já a qualificação, caso tivesse fechado a prova havaiana como vice-campeã. Não foi possível, mas a duas vezes campeã nacional Open reforçou o quarto lugar do ranking, ganhando pontos a grande parte das adversárias mais próximas. Está 6 765 pontos acima do cut de qualificação, encontrando-se atrás da veterana Sally Fitzgibbons, que garantiu o regresso ao CT no decurso da jornada. Isto pese embora a eliminação de primeira.
No caso da surfista de Carcavelos, tudo aponta para que cumpra o grande objetivo no mesmo local em que tudo começou a ser desenhado. Falamos de Newcastle, latitude australiana onde Kika venceu a primeira etapa da presente Challenger Series. Estávamos em junho de 2025.
Em Pipeline, onde competiu pela primeira vez na carreira, Francisca Veselko iniciou o seu percurso na sétima bateria da ronda 2. Esperou oito (!) dias para envergar a licra de competição. A jovem lusa superou a ronda no ultimo fôlego em detrimento da compatriota Teresa Bonvalot, que despediu-se da competição no 17.º posto. Assim, a atual campeã nacional ficou mais longe da zona de qualificação, mas tudo está ainda em aberto.
Mais tarde, Kika passou os quartos-de-final juntamente com a futura vencedora Gabriela Bryan, numa performance que foi alavancada com uma onda de 6,67 pts em que conseguiu encaixar três tubinhos para Backdoor. A irmão de Jaime Veselko encontrou uma das derradeiras ondas tubulares da jornada para eliminar o duo australiano Sophie McCulloch e Sierra Kerr, outra antiga campeã mundial Júnior da WSL.
Nas meias-finais, já sem tubos na onda rainha do surf mundial, Francisca Veselko não esteve tão conectada com o mar. Somou apenas 4,07 pts e não foi além do quarto posto, falhando o acesso à final. A competidora portuguesa ficou atrás da também eliminada Alyssa Spencer (5,24 pts), bem como de Gabriela Bryan (7,17 pts) e de Erin Brooks (9,50 pts), que avançaram para a grande final.
No seio da armada lusa, nota ainda para a fugaz passagem de Yolanda Hopkins pelo Pipe Challenger. A primeira surfista portuguesa a conseguir a qualificação para o CT foi eliminada na ronda 2, logo na bateria inaugural. Um heat que foi dos que teve mais oportunidades tubulares.
Apesar de ter demonstrado muito 'go for it' na hora de abordar Pipeline, Hopkins não evitou a eliminação de primeira. Desta forma, a histórica surfista algarvia interrompeu uma incrível sequência de oito etapas consecutivas na Challenger Series em que pelo menos esteve sempre nos quartos-de-final.
Para Yolanda Hopkins, a boa notícia é que continua a liderar o ranking feminino em ex aequo com a super grom francesa Tya Zebrowski, que deu espetáculo e chegou às meias-finais. Tudo também será decidido em Newcastle entre os dias 9 e 15 de março. É um campeonato a não perder!
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