O que era um rumor, agora tornou-se oficial. Para os Jogos Olímpicos de Los Angeles'2028, que marcam a terceira presença do surf no mega evento, haverá um novo sistema de qualificação.
Esta sexta-feira, em comunicado oficial, a Associação Internacional de Surf (ISA) anunciou que a nova fórmula foi aprovada pelo Comité Olímpico Internacional (COI) e confirmada pela própria ISA.
O processo agora revelado foi "desenvolvido a partir de aprendizagens chave dos Jogos Olímpicos anteriores", tendo sido "atualizado para assegurar que os surfistas com melhor rendimento tenham a maior oportunidade de qualificação". Simultaneamente, preserva um valor sagrado do olimpismo, que é a "universalidade". Assim explica a ISA.
Conforme foi veiculado nos últimos dias, através de uma notícia da página brasileira 'AOS Mídia', o novo sistema reduz o peso do circuito mundial de surf, que passa a atribuir menos vagas e uniformizadas nos setores masculino e feminino. Fica também limitado a um surfista de cada género por nação. Anteriormente eram dois.
Outra grande alteração face ao passado é o aumento do número máximo de atletas que cada nação pode ter por género. O número definido é de três surfistas, sem possibilidade de adições.
Nas Olimpíadas de Los Angeles'2028, cuja prova de surf acontecerá em Trestles, haverá 48 atletas em competição, tal como sucedeu em Paris'2024. O elenco é composto por 24 homens e outras tantas mulheres, que vão envergar a licra numa das melhoras ondas de performance do globo.
O processo de qualificação seguirá ordem hierárquica, onde o circuito mundial de surf ocupa o topo da pirâmide. No CT, as vagas olímpicas serão atribuídas a 10 surfistas (5 homens e 5 mulheres), com limite de um atleta por nação. Os qualificados serão determinados com base nos rankings verificados em junho de 2028, mesmo às portas da competição olímpica. Nesse altura, que coincidirá com o meio do CT versão 2025, os melhores de cada nação agarram o bilhete para Trestles. É uma mudança em relação aos anteriores processos, nos quais vigoravam os rankings finais do CT no ano pré-olímpico.
O segundo lugar da hierarquia é ocupado pelo Mundial ISA de 2028. Aí, estarão em jogo 20 vagas (10 homens e 10 mulheres), novamente com cada país a estar limitado a uma vaga por género. Quer isto dizer que em 2028, precisamente o ano dos Jogos Olímpicos, teremos 30 dos 48 lugares a serem decididos. A coisa promete!
Descendo no sistema hierárquico, depois temos as vagas continentais. Os Jogos Asiáticos de 2026 distribuem uma vaga por género, sendo que o mesmo acontecerá com os Jogos Pan-Americanos e o Eurosurf de 2027. Importa referir que esta será a primeira vez que o Eurosurf fará parte do processo de qualificação olímpica, trazendo um condimento extra à prova organizada pela Federação Europeia de Surf.
Por sua vez, o Mundial ISA de 2027 vai oferecer uma vaga por género para África e para a Oceânia, desde que os surfistas destes países terminem no top 25 do certame.
No sistema hierárquico, segue-se os Mundiais ISA de 2026 e 2027. Estes eventos vão premiar a seleção vencedora com uma vaga por género. São as únicas vagas definidas com base nas performances coletivas.
Os Estados Unidos da América, país anfitrião das Olimpíadas, têm garantida uma vaga por género, a menos que já tenham preenchido as suas quotas através das hierarquias acima definidas, o que é muitíssimo provável.
Por fim e repetindo o que já aconteceu no passado, reserva-se um lugar por género para os países subdesenvolvidos, que têm de se candidatar para o efeito, com estes pretendentes a terem de terminar no top 40 os Mundiais ISA de 2027 ou de 2028. São as denominadas vagas da universalidade.
"Com este sistema de qualificação, estamos seguros de que os melhores surfistas do mundo terão a oportunidade assegurar o seu lugar, viver o sonho olímpico e oferecer outro espetáculo inesquecível", considera Fernando Aguerre, presidente da ISA.
Através da rede de livecams, podes visualizar em direto e em tempo real toda a evolução do estado do mar e da praia.
Podes também confirmar as previsões relativas a todas as praias através da nossa página Praias Beachcam.
Segue o Beachcam.pt no Instagram