Naquele que foi um fim de semana repleto de ação na onda rainha do surf mundial, o Pipe Challenger prosseguiu a todo o gás no último domingo.
Pelo segundo dia consecutivo, a jornada só teve homens na água, mas já sem a aparição do português Afonso Antunes . Houve a estreia dos cabeças de série, lote em que se incluem os surfistas do CT presentes.
Com o mar a perder tamanho face à véspera, as condições apresentaram-se bem melhores. Durante a primeira parte do dia, Pipe entregou tubos com bela formação. Os surfistas não deixaram os seus créditos por mãos alheias e assistimos a um festival tubular, chancelado com uma chuva de notas excelentes. Foram 15 no total.
Pena que com o avançar do dia, a ação do vento tenha degradado o estado do mar ao nível da formação de tubos, dificultando a tarefa dos surfistas que estão na parte inferior do quadro.
A melhor exibição deste domingo tubular teve como autor o campeão olímpico Kauli Vaast. Sempre muito à vontade quando encontra tubos, o goofy gaulês venceu a caminho da terceira ronda e com o expressivo score combinado de 16,03 pts em 20 possíveis. Quarto classificado do ranking na chegada ao Havai, Kauli parece estar lançado para uma inédita qualificação para o circuito mundial de surf. Em Pipe, pode dar a machadada final, caso seja terceiro. "Quando há tubos, a pressão desaparece", referiu o competidor de 23 anos.
Porém, apesar de sensacional performance, Kauli Vaast não fez o melhor tubo. Esse roçou a perfeição com 9,50 pts e foi protagonizado pelo australiano Mikey McDonagh, com um grande domínio para Backdoor (direita). Esta é mesmo a melhor onda de toda a prova havaiana, até ao momento.
Mikey McDonagh
WSL/Tony Heff
Ao nível dos surfistas do CT, Barron Mamiya, atual bicampeão da etapa de Pipe, mostrou que naturalmente há que contar com ele para o futuro deste campeonato, que pela primeira vez integra o calendário da Challenger Series. A estreia vitoriosa com uma sólida performance (15,30 pts) assim atesta.
O norte-americano Cole Houshmand e o havaiano Seth Moniz também seguiram em frente, mas o grande destaque vai para o californiano Griffin Colapinto. Numa onda em que não tem obtido grandes resultados nos últimos anos, o vice-campeão mundial parece disposto a reverter esse histórico menos favorável. Com 15,67 pts somados no primeiro heat realizado em 2026 - só Kauli Vaast fez melhor - o irmão de Crosby Colapinto evidenciou boas sensações.
Ainda entre os elementos da elite mundial, o nipónico Kanoa Igarashi e o norte-americano Jake Marshall não evitaram a derrota de primeira. Marshall, de 27 anos, surgiu à última hora no heat draw em substituição do italiano Leo Fioravanti.
Já fora da esfera do CT, mas ainda referente aos surfistas que ficaram pelo caminho, salta à vista a razia que houve na armada brasileira. Da dezena de atletas que surfou, apenas os Lucas (Vicente e Silveira) lograram atingir a ronda 3, onde vão discutir o acesso aos quartos-de-final. Entre os eliminados do país irmão, estiveram Samuel Pupo (vice-líder do ranking e vencedor da etapa anterior ) e o experiente Ian Gouveia, que há um ano desfeiteou Kelly Slater e alcançou um honroso terceiro posto na etapa do CT disputada em Pipeline.
Lucas Silveira
WSL/Tony Heff
Por fim, destaque para a presença na terceira ronda de dois surfistas que vieram da ronda destinada aos locais. Estes são Benji Brand, que foi um dos responsáveis pelo afastamento de Afonso Antunes, e Joey Johnston, que leva de vencida os três heats que já disputou.
Sexta e penúltima etapa do circuito Challenger Series 2025/2026, o Pipe Challenger tem o período de espera até 9 de fevereiro.
Neste momento, a representação portuguesa está cingida ao setor feminino com Yolanda Hopkins (já qualificada para o CT), Francisca Veselko e a campeã nacional Teresa Bonvalot. Todas estão na ronda 3, aguardando pela entrada em cena. Veremos se é esta segunda-feira. A chamada acontece às 17h15 (hora de Portugal continental).
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