Estamos a precisamente uma semana do início do Pipe Challenger, campeonato que marca a entrada na reta final da luta pela qualificação para o CT deste ano.
Sexta e penúltima etapa da Challenger Series versão 2025/2026, a prova havaiana marca a primeira passagem deste competitivo circuito pelo lendário North Shore desde 2022 e mais importante de que isso, a estreia dos tubos de Pipeline na competição.
É na onda rainha do surf mundial que mais de três meses depois é retomada a Challenger Series. Com um período de espera (29 de janeiro a 9 de fevereiro) superior ao que é habitual nos eventos deste competitivo circuito - a busca pelos tubos assim exige - a prova será disputada na baliza temporal que nos últimos anos esteve reservada à etapa do CT em Pipe, entretanto transferida novamente para dezembro.
Pipeline
WSL/Tony Heff
Perspetiva-se uma batalha aguerrida pela corrida à qualificação para a elite mundial, onde a lusa Yolanda Hopkins (líder do ranking feminino) já fez os deveres por antecipação, com a histórica gesta protagonizada em Saquarema.
As compatriotas Francisca Veselko e Teresa Bonvalot (campeã nacional) também estão com boas chances de alcançarem uma inédita qualificação, enquanto Frederico Morais e Afonso Antunes encontram-se muito longe do top 10, que permite aceder ao Dream Tour.
Para além dos habituais adversários, a armada portuguesa terá em Pipeline uma forte oposição de atletas que estão no CT. Em comunicado oficial, a World Surf League (WSL) revelou que pelo menos oito top mundiais vão marcar presença no aguardado Pipe Challenger.
Não é muito comum vermos tantos surfistas do CT numa etapa da Challenger Series, mas o facto da prova ter Pipeline como palco é um natural chamativo da nata do surf mundial. Situação semelhante acontece no verão com o US Open of Surfing. Todavia, aí não é pela qualidade da onda (Huntington Beach), mas sim por todo o prestígio inerente ao evento californiano.
Barron Mamiya
WSL/Brent Bielmann
A dois meses do início do circuito mundial de 2026, este é também mais um passo na preparação da nova época. Aquecer os motores com a licra vestida.
Dos nomes revelados pela WSL, salta logo à vista a inclusão da campeã mundial Molly Picklum. Será a primeira aparição competitiva de 'Pickles' desde o inédito título conquistado em setembro último numa outra onda tubular, no caso Cloudbreak (Fiji).
No passado, a simpática australiana já tirou bons resultados nos tubos de Pipeline. Em 2022, Molly conquistou o evento especial Vans Pipe Masters. O mesmo feito conseguiu em 2024 outra surfista que vai estar em ação. Falamos da prodigiosa canadiana Erin Brooks, que está sempre muito à vontade quando é para andar à sombra. Luana Silva, brasileira nascida no Havai, a 'aussie' Isabella Nichols e a havaiana Gabriela Bryan completam o núcleo feminino do CT.
Isabella Nichols
WSL/Brent Bielmann
Se nas mulheres haverá a atual detentora do ceptro mundial em cena, já nos homens teremos o vice-campeão do mundo Griffin Colapinto. Todavia, ao contrário de Molly Picklum, este é um nome que ao longo dos anos tem plasmado desempenhos mais discretos nos cilindros de Pipeline.
Histórias bem diferentes têm vivido os outros dois elementos do contingente mundialista: o havaiano Barron Mamiya e o italiano Leo Fioravanti.
O local de Haleiwa é nada mais, nada menos do que o vencedor das últimas duas edições do CT de Pipe. Por sua vez, o surfista romano foi o finalista vencido em 2023 e 2025.
Com oito nomes divulgados pela WSL, fica a expectativa se ainda haverá mais adições a esta parada de estrelas do CT na meca do surf mundial.
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