Em março último, o australiano Julian Wilson surpreendeu tudo e todos ao anunciar o regresso à competição a tempo inteiro, com vista à requalificação para o CT, que deixou abruptamente em 2021.
Para lograr esse ambicioso objetivo, o antigo vice-campeão mundial recebeu um wildcard da World Surf League (WSL) para participar no presente circuito Challenger Series, onde há vagas de acesso ao CT. Assim, saltava logo a fase de obter inicialmente o acesso à Challenger Series via QS regional.
A expectativa era muita em torno da possibilidade de Jules ingressar novamente na elite mundial, ainda por cima depois do brilhante vice-campeonato conquistado este ano no Gold Coast Pro. Foi a sua primeira aparição na elite mundial desde a retirada, agora em 'modo careca'. Que participação foi aquela como wildcard (venceu os trials) nas direitas de Burleigh Heads, onde chegou a derrotar o então licra amarela Italo Ferreira. Deixou-nos a salivar por mais!
Porém, nove meses após o surpreendente anúncio, Julian Wilson revelou que se desligou da ideia de requalificação para o circuito mundial de surf. A notícia chegou através de publicação nas redes sociais.
O motivo para esta mudança de planos prende-se com a dedicação que ex-atleta olímpico está a colocar na sua marca de roupa (Rivvia Projects), que por exemplo patrocina o compatriota e ex-top mundial Ryan Callinan, bem como o brasileiro Mateus Herdy.
"Os sonhos de um regresso à WSL dissipam-se enquanto pego na Rivvia Projects com determinação", começou por escrever o antigo vencedor da etapa de Peniche do CT.
Nesta fase da sua vida, Julian Wilson adianta que a "verdadeira paixão é construir esta marca como um reflexo da minha gratidão pela era dourada do surf profissional, que sou muito grato por ter vivido".
Este é o consumar de um desfecho que parecia estar escrito nas estrelas, de algum tempo a esta parte. Nas cinco etapas da Challenger Series versão 2025/2026 já disputadas, o surfista de 37 anos apenas entrou nas duas primeiras e somou resultados modestos. O melhor que conseguiu foi um discreto 49.º posto em águas caseiras (Newcastle), naquela que foi a etapa inaugural.
No atual contexto do ranking - apenas o 83.º colocado - exigia-se a Jules um verdadeiro milagre nas duas derradeiras etapas (Pipe e Newcastle), que até lhe assentavam bem, para voltar a ser top mundial.
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