Localizada no North Shore da ilha havaiana de Oahu, Pipeline é a onda rainha do surf mundial, sendo conhecida pelos seus tubos. Seja para Backdoor (direita) ou para Pipe (esquerda).
Como tal, nos campeonatos que ali se realizam, a ordem dada aos competidores é naturalmente para entubar.
Porém, no último sábado, tivemos um surfista a consagrar-se em Pipeline sem necessitar de andar à sombra durante a final. É bastante incomum vermos tal a acontecer. O autor desta proeza foi o havaiano Eli Hanneman, que sagrou-se campeão do Pipe Pro com recurso ao seu letal jogo aéreo.
Em final monopolizada por competidores havaianos, curiosamente dois dos três oponentes do antigo top mundial fizeram tubos. Contudo, tal não se revelou suficiente para almejar o triunfo. Isso tornou tudo ainda mais bizarro.
Adaptando-se às condições verificadas - oferta tubular muito reduzida - Eli Hanneman mostrou toda a pujança do seu surf progressivo para vencer pela primeira vez um campeonato em... Pipeline. O homem de Maui esteve intratável a voar para Backdoor e Pipe, conseguindo o incrível score combinado de 17,10 pts em 20 possíveis. Foi o corolário de um dia de glória, no qual o surfista de 23 anos e os restantes finalistas tiveram de surfar quatro baterias.
Eli Hanneman
WSL/Tony Heff
"Entrei neste campeonato apenas para treinar e estar ativo com vista a 2026, que está a chegar. Vencer é a cereja no topo do bolo", referiu o competidor que está lançado para obter a requalificação para o CT. É o atual líder do ranking masculino da Challenger Series à falta de duas etapas para o fim. Um desses eventos será disputado em... Pipeline, já no final de janeiro.
Na final deste QS2000, Eli Hanneman bateu dois top mundiais e grandes especialistas na arte de entubar nesta icónica onda. De regresso à competição após um ano sabático, John John Florence foi vice-campeão da prova cuja a sua marca de roupa foi o naming sponsor (Florence Marine X). Não conseguiu repetir o triunfo obtido em 2021, ano em que o QS de Pipe tinha sido disputado pela última vez.
Durante todo o campeonato, John John esteve soltinho, não obstante a longa ausência das lides competitivas. Nos seus heats, o três vezes campeão mundial mostrou toda a sua conexão com Pipe ao encontrar sempre tubos, apesar do mar não estar muito para aí virado. Na final concretizou um tubo e fez um aéreo, mas não deu para superar Eli Hanneman. Aliás, a sua última bala foi mesmo ir para o ar e somou 8,07 pts, perfazendo a pontuação de 15,90 pts.
John John Florence
WSL/Tony Heff
Com 15,57 pts, Barron Mamiya alcançou o terceiro posto, sendo que até fez a melhor onda da final a... entubar. Um tubo avaliado em 8,77 pts ao qual juntou outro de 6,80 pts.
No quarto posto ficou o jovem Shian Crawford (12,86 pts), de 20 anos, que tal como Eli Hanneman também fez dos aéreos a sua principal arma.
Etapa final do QS regional do Havai/Taiti, o Pipe Pro definiu as vagas desta zona para a próxima edição da Challenger Series.
Os cinco qualificados são o novo campeão regional Finn McGill, Mihimana Braye, Josh Moniz, Luke Tema e Eli Hanneman. No entanto, a vaga do recém-coroado vencedor do Pipe Pro deverá ficar para Shian Crawford. Isto devido ao desempenho do conterrâneo na presente Challenger Series.
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