A expedição científica ao Parque Natural Marinho do Recife do Algarve - Pedra do Valado, que se realizou nestes primeiros dias de outubro, identificou cerca de 20 novas espécies para o parque marinho.
Esta foi a "primeira grande campanha científica de monitorização" da Pedra do Valado, que é o maior recife rochoso costeiro de baixa profundidade em Portugal.
A iniciativa foi promovida pela Fundação Oceano Azul, Oceanário de Lisboa e Centro de Ciências do Mar (CCMAR) - Universidade do Algarve.
A bordo do navio Santa Maria Manuela, dezenas de investigadores fundeados na Baía de Armação de Pêra exploraram toda a área do parque - à superfície e em mergulho - para observar e recolher amostras do fundo do mar.
Foram identificadas cerca de 20 espécies - sobretudo crustáceos e também gorgónias, corais que formam jardins subaquáticos e criam abrigo e alimento para outras espécies - que embora não sejam novas para a ciência o são para esta área específica, conta Jorge Gonçalves, do CCMAR, coordenador científico da expedição.
"Identificámos uma espécie relativamente grande [de gorgónia] que não estava registada no parque e foi agora observada pela primeira vez", exemplificou, acrescentando que na área do recife existem também algas calcárias que formam estruturas de carbonato de cálcio, "uma espécie de dunas submersas, um ecossistema muito próprio que alberga centenas de outras espécies", funcionando como sumidouros de carbono.
Além de terem sido encontrados peixes já com alguma dimensão, o que é um "bom sinal", foram também observados corais de grandes dimensões e descoberta uma pequena gruta mais escura, onde se abrigam espécies típicas de mar profundo.
De acordo com Diana Vieira, gestora de projeto da Fundação Oceano Azul, durante a campanha foram realizados mais de 30 mergulhos, somando 24 horas de imersão, e recolhidas muitas horas de vídeo que agora vão ser analisadas para identificar as espécies observadas no parque.
Nesta área foram já identificadas 1.059 espécies marinhas - 754 invertebrados, 152 peixes, 61 aves marinhas e 82 macroalgas -, incluindo espécies de valor comercial, potencial biomédico e interesse turístico, algumas raras e ameaçadas.
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