Depois de quase cinco meses detido preventivamente, a justiça dinamarquesa ordenou na manhã da passada terça-feira a libertação do capitão Paul Watson, conhecido ativista contra a caça de baleias.
Em julho último, o ativista fundador da organização Sea Shepherd e cofundador da Greenpeace encontrava-se a bordo da sua embarcação (John Paul DeJoria) quando foi detido pela polícia federal dinamarquesa em Nuuk, na capital da Gronelândia, onde estava atracado o seu navio para reabastecer.
O ativista americano-canadiano estava em rota para interceptar um baleeiro japonês.
A detenção em Nuuk, onde Watson esteve todos estes meses, surgiu através da reativação de um pedido feito pelo Japão em 2012, na sequência de um alerta vermelho da Interpol.
As autoridades japonesas acusam o ambientalista de 74 anos de ser corresponsável por danos e lesões a bordo de um barco baleeiro japonês em 2010, na Antártida, durante uma campanha da organização não governamental Sea Shepherd.
A justiça dinamarquesa procedeu à libertação do criador da Fundação Capitão Paul Watson após avaliação global do caso, incluindo a idade do mesmo e a incerteza sobre se o tempo passado em detenção na Gronelândia pode ser deduzido de qualquer sentença final no Japão.
O governo dinamarquês rejeitou o pedido de extradição de Paul Watson para o território nipónico.
Libertado, o conhecido ativista vai agora passar a quadra natalícia junto da família em França, sendo que a sua equipa de advogados irá procurar impugnar o alerta vermelho da Interpol e a ordem de prisão japonesa.
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